Bispos › 25/11/2016

A família de Nazaré e a nossa

Dom Jaime Pedro Kohl – Bispo de Osório

Neste domingo iniciamos o tempo do Advento que nos prepara para a celebração do Santo Natal, mistério da Encarnação do Filho de Deus, que veio estabelecer sua morada entre nós.

Já é tradição preparar-nos para esta festividade, reunindo-nos em grupos de famílias para refletir e rezar esse acontecimento importante da história da salvação.

O Regional Sul III preparou um material muito rico para fazermos juntos essa caminhada. Além do livreto dos roteiros, acompanha uma bela estrela com a imagem da Sagrada Família de Nazaré para colocar na porta de casa e os personagens do presépio a ser montado ao longo dos encontros, com a participação dos pequenos.

O primeiro encontro trás como titulo “A família de Nazaré e a nossa”. A família de Nazaré será sempre o espelho no qual nos olharmos para verificar como está nossa família, hoje. Dela aprendemos a ser família cristã, conforme o projeto do Pai, revelado em Jesus Cristo.

O texto bíblico sugerido é de Mt 1,18-24 que fala da origem de Jesus, que nasce de Maria, prometida em casamento a José, que se encontra gravida, antes de habitarem juntos.

José num primeiro momento pensa em abandoná-la em segredo, mas depois da manifestação do anjo, a acolhe, como sua esposa, assumindo a missão de pai adotivo de Jesus.

Da família de Nazaré aprendemos a não escandalizar-se ou desesperar-se diante dos problemas e dificuldades que surgem na vida familiar. Aprendemos confiar em Deus e acolher seus planos de forma serena, certos da sua paterna providência.

De José, homem justo, e Maria, a cheia de graça, pessoas marcadas pela virtude e pela responsabilidade, as famílias aprendem a assumir a paternidade e a maternidade como missão de educar.

O papa Francisco, na sua exortação apostólica pós-sinodal convida a olhar e aprender da família de Nazaré: “Cada família tem diante de si o ícone da família de Nazaré, com seu dia a dia feito de fadigas e até de pesadelos, como quando teve que sofrer a violência incompreensível de Herodes, experiência que ainda hoje se repete tragicamente em muitas famílias de refugiados descartados e inermes.

Como os Magos, as famílias são convidadas a contemplar o Menino com sua Mãe, a prostrar-se e adorá-lo. Como Maria, são exortadas a viver, com coragem e serenidade os desafios familiares e a guardar no coração as maravilhas de Deus.

“No tesouro do coração de Maria, estão também todos os acontecimentos de cada uma das nossas famílias, que ela guarda solicitamente” (AL 30).

Confiemo-nos a sua materna intercessão!

 

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