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A IMPORTÂNCIA DAS REDES SOCIAIS

               No primeiro Domingo de Junho ocorreu o Dia Mundial das Comunicações  Sociais com o tema: “’Somos membros uns dos outros’ (Ef 4,25): das comunidades de redes sociais à comunidade humana”.  Na ocasião o Papa Francisco enviou ao mundo uma mensagem  onde destaca o fundamento e a importância do “nosso ser em relação”.

               Destacamos algumas passagens: “Se é verdade que a internet constitui uma possibilidade de nosso acesso ao saber, também é verdade que se revelou como um dos locais mais expostos à desinformação e à distorção consciente e pilotada dos fatos e relações interpessoais, a ponto de muitas vezes cair no descrédito”, constata o Papa.

              Se por um lado as redes sociais servem para nos conectar melhor, por outro, elas se prestam a um “uso manipulador, visando obter vantagens no plano econômico, sem o devido respeito pelo peso e seus direitos”.

              O Papa Francisco cita a estatística de que um em cada quatro adolescentes está envolvido em episódios de violência (‘cyberbullyng’). Além do mais, eles estão mais expostos ao fenômeno dos “eremitas sociais”, correndo o risco de se alhear totalmente da sociedade. Isto significa que a comunidade de redes sociais não é, automaticamente, sinônimo de comunidade e de verdadeira comunicação.

              Muitas vezes, analisa o Papa, a identidade funda-se mais a partir daquilo que divide do que daquilo que une, o que dá margem ao preconceito e ao individualismo desenfreado. “Assim, aquela que deveria ser uma janela aberta para o mundo, torna-se uma vitrine onde se exibe o próprio narcisismo”.

              Para que as conexões virtuais impliquem em verdadeiras conexões humanas, o Papa propõe as palavras usadas por São Paulo: “Somos membros uns dos outros”. Esta metáfora leva-nos a refletir sobre a nossa identidade, que se funda sobre a comunhão e a alteridade. Como cristãos, todos nos reconhecemos membros do único corpo, cuja cabeça é Jesus Cristo. As pessoas não são potenciais em concorrência, pois: “Deus não é solidão, mas comunhão; é amor e, logicamente, comunicação, porque o amor sempre comunica… Só sou verdadeiramente humano, se me relacionar com os outros… Esta é a rede que queremos: uma rede para libertar e preservar uma comunhão de pessoas livres. Não se baseia no ‘gosto’ (like), mas no ‘Amém’”!

+ Hélio Adelar Rubert – Arcebispo Metropolitano de Santa Maria – RS