Bispos › 28/10/2016

“A salvação entrou nesta casa”

Dom Remídio José Bohn – Bispo da Diocese de Cachoeira do Sul

O Evangelho deste fim de semana nos propõe uma reflexão sobre o amor de Deus e a gratidão de um pecador chamado Zaqueu.

Zaqueu é o chefe dos publicanos. Seu perfil é o de um homem muito rico, chefe dos cobradores de impostos a serviço dos romanos. Ele certamente ouvira falar de Jesus, de sua misericórdia, de sua bondade, de sua mansidão. Teve a curiosidade de conhecer Jesus de perto. Mas como era bem baixinho, teve a ideia de subir em uma árvore para o ver, sem medo do ridículo, quando aí passava com a multidão.

Jesus olhou para ele e o chamou pelo nome, dizendo: “Zaqueu, desce logo; porque convém que hoje eu fique em sua casa”. “Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria”.  Mas, ao verem isso, todos murmuravam dizendo: “Foi hospedar-se na casa de um homem pecador”. (Lc 19,5-7).

No entanto, Zaqueu se encontrou com o Mestre, mostrou com atos a sinceridade da sua nova vida, manifestou a sua transformação, dispondo-se a repartir os seus bens com os pobres e restituir quatro vezes mais o que tinha roubado.  Ele aceitou a visita de Jesus em sua vida, e então decidiu reparar todo o mal que havia feito, e mudar de vida. E foi por isso que Jesus disse: “Hoje a salvação entrou nesta casa…”

 

O que importa mesmo é que existe um homem que chamou a atenção de Zaqueu e que se importa conosco. Ele está sempre batendo à nossa porta para se hospedar em nossa vida. Esse mesmo homem, hoje mesmo, quer mudar a história de nossa vida, acabar com essa vida de pecado e dar uma vida digna. Uma vida em que tenhamos orgulho de viver.

A misericórdia de Deus não olha o passado, se o presente está aberto à conversão e à mudança de vida. Contemplemos o amor de Deus, amor misericordioso, que alegra, renova, transforma a existência e dá um novo sentido para a vida.

Quem dera que sejamos como Zaqueu; que desejemos vê-lo, que abramos para ele a nossa porta e que por seu amor mudemos nossa atitude.

Diante de tudo isso me cabe este questionamento: Como me sinto dentro desta cena do Evangelho? Aceito que Jesus venha me visitar?

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