Bispos › 06/10/2017

A vida nas mãos da mãe

Dom José Gislon – Bispo Diocesano de Erexim

Neste Ano Nacional Mariano e no Mês das Missões, estamos celebrando intensamente, como Igreja comunidade de fé, os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira do Brasil e o Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima.

Celebrar, como Igreja, povo de Deus a caminho da casa do Pai, esses dois momentos tão significativos da religiosidade popular é olhar a vida a partir da janela da maternidade e da ternura do coração de mãe, que acolhe, protege e acalenta no seio materno a vida do filho desde a sua concepção. Não só a vida a partir do corpo matéria, mas também a vida como morada do espírito, manifestação do amor criador de Deus. E isto justamente neste Dia do Nascituro, com o lema “Bendito é o fruto do teu ventre”.

Como Igreja povo de Deus, nos reunimos para celebrar a fé no Senhor Jesus. Ouvimos e meditamos as palavras da Sagrada Escritura e participamos da Ceia do Senhor, a Eucaristia. Nesses momentos, recordamos e celebramos o amor do Senhor por nós, amor que fez a entrega da própria vida, para termos vida em abundância. Queridos irmãos e irmãs, seria um grande contra testemunho de nossa parte, se as nossas ações, como cristãos, não estivessem comprometidas com a proteção e a defesa da vida em todas as suas circunstâncias, a começar pela concepção.

No dia em que celebramos a Festa de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, comemoramos o dia das crianças. Não podemos esquecer que a vida e a maternidade estão interligadas, no plano divino e humano. Da acolhida e do amor materno desde a sua concepção, dependem muito a vida de cada ser humano, seu desenvolvimento e sua inserção na sociedade. Por isso, é oportuno, nesta data, além das comemorações e celebrações, refletirmos, como comunidade de fé e sociedade em geral, sobre nosso cuidado pela vida a partir da concepção, em todas as suas fases. É comum apontarmos os efeitos da violência que está nas ruas, mas às vezes esquecemos que ela, foi iniciada e fez escola muito longe dali, no meio que deveria ser um recanto de acolhida, de paz, de diálogo, amor e harmonia, a nossa casa, a nossa família. Que a vida de cada um de nós não padeça pela falta de amor e de calor humano que refletem a ternura de Deus.

 

 

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