Bispos › 13/10/2017

Acolher a Esperança

Dom Antônio Carlos Rossi Keller – Bispo de Frederico Westphalen 

No convite que o Senhor nos faz, segundo a narração do Evangelho de hoje (Mateus 22,1-14) estão incluídas todas as graças para podermos participar do banquete da vida eterna.

Ele instituiu na Igreja os sete Sacramentos que nos alimentam, ensina-nos a fazer oração e reúne-nos para nos iluminar o caminho com a sua Palavra. Este convite nos é repetido constantemente pelo Senhor: pela voz da Igreja e no íntimo do nosso coração.

Há quem lute contra ele, procurando distrair-se no ruído e afastando-o do pensamento. Mas há, de fato, uma grande inquietação em nós, de tal modo que não nos sentimos tranquilos enquanto não aceitamos o convite e começamos a preparar-nos para este festim.

Não é por mera formalidade que Deus nos convida. É seu desejo encher a sua Casa — o Céu — com o maior número possível de filhos.

Ele quer significar isto mesmo ordenando aos servos: «Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes.» É como se dissesse: Que não fique ninguém sem convite!

Ao recebermos este convite, devemos pensar que não temos outra alternativa: ou felizes ou infelizes para sempre, como aconteceu a este convidado que não se apresentou com a veste festiva.

«Então os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala do banquete encheu-se de convidados.», nos diz o Evangelho.

Todos os Domingos chega até nós o convite do Senhor para participarmos na celebração da Eucaristia, no qual Deus preparou duas mesas para nós: a da Palavra e a da Eucaristia.

Com que sentimentos de alma vimos à Santa Missa em cada Domingo, sabendo que o Senhor nos convida para que saiamos daqui mais felizes?

Para tomar parte na Mesa da Palavra, todos o podem e devem fazer. É mais uma oportunidade para ouvir e acolher o convite à conversão pessoal.

Mas para tomar parte no Banquete da Eucaristia é preciso ter veste própria, isto é, estar em graça, ou seja, se estivermos em pecado grave, é necessária uma confissão bem feita. Jesus ensina-nos, com frases carregadas de cores pesadas, a sorte do que se apresentou mal vestido.

Devemos formar a nossa consciência pelos ensinamentos da Igreja, e não pelo que diz esta ou aquela pessoa. A doutrina de Cristo não muda. Muitos se deixam levar por falsas opiniões que podem levar à perdição (aborto, contracepção, falta de castidade no namoro ou na vida conjugal, negócios escusos, etc.).

A comunhão bem feita é penhor, garantia da vida eterna que nos está prometida, alimento nesta caminhada para o Céu.

Na Missa Dominical ajudamo-nos uns aos outros testemunhando em comum a nossa fé e oração. Saímos dos templos mais fortes e confortados para a semana que nos espera.

Façamos sempre o esforço de participarmos bem da Santa Missa dominical.

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