Artigos dos Bispos
ARTIGOS DOS BISPOS

A conversão feita nos pequenos passos de cada dia
O que te fez desistir? A falta de forças ou cedeste ao demônio da preguiça, do comodismo, da indiferença, do egoísmo e do orgulho da autossuficiência, não aceitando a companhia do Senhor Jesus.

Da Escuridão à Luz, da Casa Vazia ao Lar de Deus
Não deixe para a última hora! Procure seu pároco, participe das celebrações penitenciais comunitárias, aproveite os horários de confissão em sua paróquia. A Páscoa se aproxima – prepare seu coração para vivê-la em plenitude!

“Vivei como filhos da luz!”
A cura do cego é convite para deixar-se curar de todas as formas de cegueira, seja pessoal ou comunitária. Jesus veio “para exercer um julgamento, a fim de que os que não veem, vejam, e os que veem se tornem cegos”. Livres das cegueiras podemos orientar a vida com critérios divinos, não pelas aparências, mas pelo que está no coração.

Eu choro pelas meninas e demais cidadãos do Irã!
Não me conformo com o fato de que haja quem, proclamando-se cristão e católico, justifique e aplauda guerras, mesmo as mais nefastas e injustificáveis. Neles a indiferença se globalizou e arruinou a alma. Eles confundem o aplauso e a submissão aos vencedores e à rapina com reverência ao Deus da Vida e defesa dos verdadeiros valores humanos.

Guadalupe rumo aos 500 anos
Outro aspecto decisivo é a opção amorosa de Deus pelos pobres. Maria aparece a Juan Diego, um indígena simples e invisibilizado. Deus começa pelas periferias. Fala a partir da cultura do povo, assumindo seus símbolos e purificando-os à luz do Evangelho. Aqui encontramos uma chave para a evangelização contemporânea: Deus não destrói as culturas, mas as redime desde dentro.

“Que a guerra não me seja indiferente…”
Aceitemos o pedido do Papa, e não disfarcemos nossa indiferença pecaminosa com cínicas discussões teóricas. Toquemos a carne de quem sofre os danos das guerras. Consideremos a verdade das vítimas, olhemos a realidade com os seus olhos e escutemos as suas histórias com o coração aberto. Assim poderemos reconhecer a monstruosidade da guerra, e faremos pouco caso se nos tratam como ingênuos por defendermos a paz.

Água viva
Jesus quer levar-nos, como fez com a Samaritana, a professar a fé nele e depois anunciar e testemunhar aos irmãos a alegria do encontro com ele e as maravilhas que o seu amor realiza na nossa existência. A fé nasce do encontro com Jesus, o Salvador. Quando o Senhor conquista o coração da Samaritana, a sua existência transforma-se e ela vai imediatamente comunicar a boa nova ao seu povo.

Água viva que sacia a sede da alma
O Domingo III da Quaresma, no Ciclo A do Ano Litúrgico, convida os fiéis a uma reflexão profunda sobre a sede espiritual que permeia a existência humana. Neste tempo de preparação para a Páscoa, a Igreja nos apresenta leituras que evocam o tema da água como símbolo de vida, graça e encontro com Deus.

Samaritanos no mundo de hoje
Neste tempo de Quaresma, em preparação para a Páscoa, não podemos esquecer o perdão e a reconciliação. Eles nos remetem à misericórdia do Pai e nos ajudam a recuperar a paz interior e a nossa dignidade de filhos e filhas de Deus. Esta é fundamental para a nossa vida de fé, porque nos leva a olhar os outros com os olhos do amor de Deus.

Todos têm direito a uma tenda/casa
A ascese quaresmal bem vivida ajuda a superar a falta de fé e as resistências em seguir Jesus pelo caminho da cruz e da solidariedade.

A Transfiguração: luz no caminho da Quaresma
Ao longo deste caminho quaresmal, a Transfiguração nos lembra que a cruz não é o fim, mas a passagem. Que a luz não elimina a noite, mas a ilumina por dentro. Que Deus não nos poupa da travessia, mas caminha conosco.

“Moro onde não mora ninguém…”
Voltando a atenção a Santa Cruz do Sul, segundo o último censo, apenas 61% das famílias vivem em moradias próprias e quitadas; recentemente, mais de 800 famílias disputaram 250 casas de um programa habitacional; mais de 30 mil pessoas têm uma renda de até meio salário mínimo. Com essa renda, como poderão adquirir uma casa ou pagar aluguel?

Entre a montanha e a missão: o caminho da vocação e da fé
Hoje quero refletir sobre um tema muito importante que a Igreja nos convida a contemplar neste tempo da Quaresma: o chamado de Deus e a resposta da fé. A Palavra proclamada nos conduz ao coração da experiência vocacional e nos recorda que a vida cristã é feita de confiança, escuta e missão.

“Este é o meu Filho amado… escutai-O” (Mt 17,5)
A experiência do monte não nos aliena do mundo; ao contrário, nos devolve a ele com um coração novo. Quem contempla Cristo transfigurado aprende a reconhecer, mesmo nos rostos marcados pelo sofrimento, a dignidade de filhos e filhas de Deus e a trabalhar para que essa dignidade seja respeitada e promovida.

Fé e compromisso com Deus e com o próximo
Portanto, a Quaresma deveria ser na vida do cristão o tempo do silêncio, da escuta, da reflexão e do discernimento. Não o silêncio visto como fuga da realidade da vida, buscando um mundo paralelo e mais fácil. Mas o silêncio que busca contemplar o rosto transfigurado de Cristo Jesus, sobre o qual resplandece a luz de Deus e a face do Pai.

Transfiguração
Escutar é um ato de obediência e seguimento. Aos discípulos se pede uma confiança incondicionada em Jesus. Escutar deve levar o discípulo onde Jesus vai, sem reservas e sem resistências. É acompanhar Jesus na estrada que vai em direção de Jerusalém, onde será submetido aos torturadores

As tentações de Jesus e os remédios da Quaresma
O jejum é o remédio quaresmal para essa tentação. Ao jejuar, aprendemos que nem tudo o que é possível é necessário. O jejum educa o desejo, liberta o coração da escravidão do excesso e nos recorda que a vida tem uma profundidade que o consumo não alcança. Jejuar não é desprezar o pão, mas recolocá-lo no seu lugar justo. É aprender a dizer “basta” para que Deus volte a ser o essencial.

Partilhar brota em nós comunhão
Pois bem, as conclusões dessas três parábolas são idênticas: alegria ao recuperar o perdido! Esforçar-se para não deixar nada se perder, não desanimar frente aos desafios do cotidiano, testemunhar a alegria de ajudar o necessitado, testemunhar esperança, acolhida, amor, misericórdia e vida…

É quaresma!
Ensina o Catecismo da Igreja Católica: “A escritura e os padres insistem principalmente em três formas – o jejum, a oração, a esmola – que exprimem a conversão com relação a si mesmo, a Deus e aos outros” (n.1434) “Esses tempos são particularmente apropriados para os exercícios espirituais, às liturgias penitenciais, às peregrinações em sinal de penitência, às privações voluntárias como o jejum e a esmola, à partilha fraterna (obras de caridade e missionárias)” (n. 1438).

Quaresma, um convite a despir fantasias
O tempo festivo dos desfiles, fantasias e diversões que marcam o carnaval brasileiro está terminando. Alguns grupos ainda não enterraram os ossos e insistem em prorrogar este tempo especial, que também tem seu caráter de competição e de faturamento econômico. As comunidades cristãs já puseram o ponto final, reverberando o chamado à conversão.

Quaresma é tempo de conversão!
Podemos abrir a porta da nossa prisão interior somente do lado de dentro, porque a chave somos nós que a temos. A conversão é uma lenta operação de transformação. Uma obra de arte plasmada pela Palavra de salvação do verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Ele forma a Nova Humanidade, n’Ele e em nós. Aquilo que Cristo iniciou, nada e ninguém jamais poderá destruir. Por isso, é importante e necessário tomar uma decisão que envolva mente e coração, para levantar-se e iniciar a caminhada de conversão, proposta pela Quaresma, para recuperarmos a nossa dignidade humana e divina, de filhos e filhas de Deus.

“Não só de pão vive o homem” (Mt 4,4)
O 1º Domingo da Quaresma inaugura um tempo forte de conversão, marcado pelo chamado a voltar o coração para Deus, combatendo o pecado e renovando a fidelidade à Aliança. A Liturgia apresenta o mistério da tentação como lugar decisivo de discernimento: entre confiar em si mesmo ou confiar em Deus; entre buscar segurança no poder, no prazer ou no ter, ou acolher a vida como dom recebido do Senhor.

Quaresma, caminho para a Páscoa!
Quaresma é tempo de conversão pessoal, comunitária e social. O fenômeno da penitência, para ser valorizado integralmente, não pode perder o seu caráter social. Por isso, todos os anos a Igreja do Brasil propõe um tema com viés social para que o maior número de homens e mulheres de boa vontade possam viver mais intensamente esse Tempo Litúrgico! Para 2026 o tema escolhido é “Fraternidade e Moradia”. Somos, assim, convidados a voltar o nosso olhar para a realidade da moradia no Brasil. Somente assumindo caminhos de autêntica conversão, cooperamos na construção de uma “Terra sem males”.

Cinzas, conversão e moradia: onde queremos que Deus habite?
A Quaresma nos convida a perguntar: onde estamos construindo nossas casas e nossas cidades? Estamos promovendo espaços que acolhem ou que excluem? Cidades para todos ou apenas para alguns? O problema da moradia não é apenas técnico ou econômico; é profundamente ético e espiritual. Ele revela que tipo de sociedade estamos construindo e quais vidas consideramos valiosas. A conversão que Deus deseja não é apenas interior, mas também social e concreta.