Bispos › 25/06/2017

As diversas contribuições na Igreja

Dom Hélio Adelar Rubert – Arcebispo de Santa Maria

 Os bispos gaúchos, reunidos no Conselho Episcopal Regional, em São Leopoldo, dia 6 de junho de 2017, propomos algumas orientações ao povo de Deus de nossas comunidades sobre contribuições para a manutenção da Igreja, diante das várias solicitações que nossos fiéis recebem de diversos lugares e instituições.

Pelo batismo, todo fiel é acolhido numa comunidade de fé e a ela pertence. Como discípulo missionário, sente-se comprometido pela vida e missão da sua comunidade e Diocese. Para que a Igreja possa exercer sua missão, conta com a partilha e solidariedade dos seus membros através do dízimo, coletas e outras formas de contribuição.

O dízimo é considerado uma contribuição do fiel para o sustento da comunidade. É uma expressão de sua gratidão a Deus, corresponsabilidade com a Igreja, atenção aos necessitados e sensibilidade missionária. A Igreja local é o lugar principal onde o fiel é chamado a contribuir, pois nela vive todo processo de iniciação à vida cristã, celebra os sacramentos e é assistido pelos padres e outros agentes de pastoral. Ela tem a responsabilidade de formar os membros da comunidade, sobretudo os ministros ordenados e leigos comprometidos com a evangelização. Também tem a obrigação com a manutenção dos bens que estão a serviço do povo de Deus: dioceses, paróquias, seminários, centros de pastoral, etc. Por isso, cada batizado é chamado a contribuir com o dízimo na sua comunidade onde vive e celebra a sua fé.

Além do dízimo, existem as coletas que são previstas anualmente, como forma de participação em sentido eclesial mais amplo: Coleta da Solidariedade na CF; Coleta para Terra Santa; Coleta de Pentecostes; Óbolo de São Pedro; Coleta Missionária e Coleta da Evangelização. Também, algumas dioceses organizam coletas próprias para necessidades específicas, como para as vocações sacerdotais.

Para os fiéis que, além disso, têm condições de contribuir para outras instituições e lugares, deixamos estas orientações: a) O sentido de pertença à comunidade pede que a prioridade seja com a Igreja local e, somente depois disto, partilhar com solicitações que vêm de fora da Diocese; b) Ao receber pedidos, através de visitas domiciliares,  meios de comunicação, revistas, boletos bancários, etc., é importante ter critérios sobre sua destinação. O senso de partilha do povo de Deus é louvável, desde que não se omita o compromisso com a Igreja local.

Que Maria, Mãe de Deus e da Igreja, nos ensine o caminho da comunhão com seu Filho Jesus Cristo e a partilha com os irmãos e irmãs.

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