Bispos › 04/07/2017

Colegialidade dos bispos

Dom Aloísio A. Dilli – Bispo de Santa Cruz do Sul

Nesta mensagem queremos falar-vos um pouco das Assembleias Gerais dos Bispos do Brasil. É uma significativa experiência de comunhão eclesial, por aproximadamente dez dias, com mais de trezentos participantes. A CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – se reúne como colegiado nacional, anualmente, no Tempo pascal, no Santuário de Nossa Senhora Aparecida – SP. Muitos certamente nos acompanham pelos Meios de Comunicação Social, especialmente nas celebrações eucarísticas.

Mesmo que cada Bispo tenha uma diocese bem determinada, onde é pastor responsável pelo seu rebanho, os Bispos assumem juntos a caminhada pastoral da Igreja, a nível nacional. Diz o Documento de Aparecida: “Para crescer nessa fraternidade e na corresponsabilidade pastoral, os bispos devem cultivar a espiritualidade da comunhão, a fim de acrescentar os vínculos de colegialidade que os unem aos demais bispos de sua própria Conferência, e também a todo Colégio Episcopal e à Igreja de Roma…” (DAp 181). Durante a Assembleia Geral, antes de tudo, sempre emerge o sentido da colegialidade, da fraternidade. Somos a Família dos Bispos, pois bebemos juntos da mesma fonte sacerdotal de Jesus Cristo e tentamos levar esta água viva para o Povo que Deus nos confiou. Por isso, neste encontro sentimos necessidade de partilhar nossa vida com a de Jesus Cristo e com a de nossos irmãos no episcopado, especialmente em momentos celebrativos fortes como a Eucaristia, a Liturgia das Horas, a Celebração penitencial e o Retiro. Partilhamos também nossa vida através de diálogos fraternos, na troca de experiências, de alegrias, de esperanças e de dificuldades, presentes em todas as nossas dioceses ou na Igreja, em sentido mais amplo. A maior parte do tempo das Assembleias é dedicada a sessões de estudo, quando se prepara os documentos que orientam a Igreja do Brasil. O tema central da 55ª Assembleia Geral foi a Iniciação à Vida Cristã: Itinerário para formar discípulos missionários, temática que muito nos interessa na diocese de Santa Cruz do Sul, uma vez que optamos na 12ª Assembleia diocesana abraçar este caminho, na perspectiva de uma Igreja samaritana. Este processo da iniciação cristã no espírito catecumenal é recomendado para todo Continente Latino-Americano: “como maneira ordinária e indispensável de introdução na vida cristã e como a catequese básica e fundamental” (DAp 294). Em relação à iniciação cristã, já por diversas vezes, manifestamos nossa preocupação de pastores, pois ela se manifesta ainda fragmentada e pobre, em muitas partes. Diz o Documento de Aparecida: “Ou educamos na fé, colocando as pessoas realmente em contato com Jesus Cristo e convidando-as para segui-lo, ou não cumpriremos nossa missão evangelizadora” (DAp 287). Nas próximas seis mensagens, apresentaremos um resumo do novo Documento da CNBB sobre a Iniciação à Vida Cristã. Você é convidado para nos acompanhar nesta formação continuada. Aguarde.

As Assembleia Gerais da CNBB são expressão forte da unidade da Igreja de nosso País. Mesmo com limites humanos, são manifestação do Espírito do Senhor e seu santo modo de operar, em meio ao peregrinar da Igreja, através do tempo.

 

 

 

 

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