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Domingo de Pentecostes

 

No Domingo de Pentecostes, celebramos a ação contínua do Espírito Santo na Igreja, que a mantém eternamente antiga e sempre renovada. Enquanto os impérios desaparecem, a Igreja perdura, por ser animada e guiada pelo Divino Consolador.

Anualmente, somos convidados a fortalecer nossa devoção à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. O Espírito Santo é muitas vezes esquecido. Porém, Ele é essencial para a vida da Igreja e para qualquer ato bom em nossa vida, não só como inspirador do bem, mas especialmente pela Graça que nos chega através dele, que nos capacita a agir conforme a vontade de Deus.

A liturgia desta Solenidade nos lembra que é pela ação do Espírito Santo que podemos confessar Jesus como Senhor. É o que nos diz a 2a Leitura (1 Coríntios 12,3-7.12-13): “Ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, a não ser no Espírito Santo”.

Neste dia, renovamos nosso desejo de conhecê-lo melhor, buscando sua orientação em cada aspecto de nossas vidas. Ele é o fogo do Amor Divino, que flui da Trindade e une o Pai e o Filho desde toda a eternidade, merecendo nossa adoração e glória.

Assim, o Divino Consolador nos ajuda a compreender o mistério da vida trinitária, guiando-nos nos caminhos do amor, especialmente pela vida de oração.

Na 1a Leitura, dos Atos dos Apóstolos (Atos 2,1-11), testemunhamos a primeira efusão do Espírito Santo, que até hoje continua a guiar a Igreja, seus pastores e todo o povo fiel. Ele nos santifica, realizando em nós o projeto de Deus para a santidade, conforme vamos nos tornando semelhantes a Jesus Cristo.

O Evangelho (João 20,19-23) nos lembra da missão dos discípulos: cheios do Espírito Santo, somos enviados para reconciliar o mundo com Deus e a humanidade toda. Esta é a grande obra da Igreja e do cristão. Somos chamados, portanto, a estar atentos à ação do Divino Paráclito, permitindo que Ele opere em nós e por meio de nós, sem obstáculos. Como disse Josemaría Escrivá, devemos ser dóceis ao Espírito Santo, sensíveis às suas obras ao nosso redor e em nossos corações.

Neste Pentecostes, renovemos nosso compromisso de viver em comunhão com o Espírito Santo, permitindo que Ele nos molde à imagem de Cristo e nos capacite para a missão de reconciliação e de amor ao próximo.

Neste dia 21 de maio, celebramos o Centenário do Martírio dos Patronos de nossa Diocese, os Beatos Manuel e Adílio.

Os Beatos Manuel e Adílio foram pessoas simples, mas de uma fé inabalável. O Espírito Santo agia em suas vidas, inspirando sua generosidade e dedicação, guiando seus passos e fortalecendo suas convicções. Certamente, nos momentos de dificuldades, que não lhes faltaram, era o Espírito Santo quem os iluminava e os impulsionava, fazendo-os apóstolos do amor e da reconciliação. Foi por essas razões que foram perseguidos e martirizados.

Manuel e Adílio, em sua jornada de fé, foram exemplos vivos da ação do Espírito Santo na vida daqueles que creem. Eles testemunharam a fé, anunciaram a esperança e espalharam a caridade. Receberam dons espirituais e, acima de tudo, foram instrumentos do amor de Deus para com os irmãos.

Em sua generosidade, os Beatos Manuel e Adílio continuam a mostrar ao mundo que o Espírito Santo age poderosamente na vida daqueles que o buscam com sincero coração. Suas vidas são um testemunho do poder transformador do Espírito Santo na vida daqueles que se entregam completamente a Deus, pois o Espírito Santificador transforma o cristão na imagem viva de Cristo Ressuscitado, que vive para a glória de Deus e para o serviço dos irmãos.

Vamos comemorar o Centenário do Martírio dos Beatos Manuel e Adílio, dias 17, 18 e 19 de maio, em Nonoai e no dia 21 de maio, em Três Passos.

Beatos Manuel e Adílio, rogai por nós a intercedei para que sejamos dóceis ao Espírito Santo.

 

Dom Antonio Carlos Rossi Keller – Bispo de Frederico Westphalen