Notícias › 24/08/2017

Escola do Perdão e Reconciliação em Montenegro

 Num clima de fraternidade, congraçamento e gratidão, encerrou-se, no dia 20 de agosto, mais uma das edições do “Curso de Fundamentos da Justiça Restaurativa / ES. PE. RE. – Escola do Perdão e da Reconciliação” realizado pelo Núcleo ES. PE. RE. da Pastoral Carcerária da Diocese de Montenegro.

Desde 2013, seis grupos da Diocese viveram esta transformadora experiência em busca do perdão e da reconciliação na perspectiva da justiça restaurativa, em detrimento da cultura da punição, do castigo e da exclusão que aEspere1 conjuntura atual impõe.

Em 2017 foram dois grupos:  o primeiro, em Portão – RS, realizado entre 19 e 31 de julho, envolveu 15 pessoas entre agentes de diversas pastorais, seminaristas, voluntários e internos das Comunidades Terapêuticas Santa Rita, Santo Expedito e CRER, daquele município. Do segundo grupo, em Estrela – RS, 21 pessoas concluíram as 40 horas, envolvendo, além de pessoas de diversas frentes de atuação na Diocese da Alegria, participantes da Arquidiocese de Porto Alegre, da Diocese de Caxias do Sul e de Santa Cruz do Sul.

Irmã Imelda Maria Jacoby, que atua na coordenação estadual e nacional da Justiça Restaurativa na Pastoral Carcerária, comemorou mais este passo, agradecendo à dedicação da equipe diocesana, que tem se empenhado em levar a justiça e a restauração a mais pessoas.

O Núcleo ES. PE. RE. da Diocese externou a gratidão pelo apoio e presença da Irmã Imelda nesta ação, e ao sim dado pelos participantes, dispostos a voltar para si mesmos e para o mundo um olhar mais misericordioso e humanizador. O agradecimento estendeu-se, também, aos espaços que acolheram o curso, especialmente aos responsáveis pelas Comunidades Terapêuticas e à Paróquia Nossa Senhora das Graças (Comunidade Santa Rita) de Portão, Paróquias Santo Antônio e São Cristóvão de Estrela, cujos párocos, Padre Diogo Werner, Padre Neimar Schuster e Padre Elias Rech, não mediram esforços em oferecer aos grupos um ambiente aconchegante e propício para a experiência. Além disso, ressaltou o apoio da ESTEF – Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana de Porto Alegre, RS e do CDHEP – Centro de Direitos Humanos e Educação Popular de Campo Limpo, SP.

Padre Eduardo Haas, assessor eclesiástico da Pastoral Carcerária na Diocese, acrescentou que perdoar é um processo que exige uma decisão para ser iniciado, visando viver melhor e construir um mundo diferente, com menos vingança e mais restauração. Ele acrescenta que “ a ES.PE.RE. é uma ferramenta importante para cada um se motivar ao caminho do perdão e da reconciliação”.

Por Evanice Luiza Diedrich Schroeder – Núcleo ES. PE. RE.

PASCOM Diocesana

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