Artigos › 30/09/2016

Importância do seu Voto

Dom Remídio José Bohn, Bispo Diocese de Cachoeira do Sul

“A política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum”, nos diz o Papa Francisco. “Por conseguinte, ninguém pode exigir-nos que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos” (EG, 183).
As eleições municipais são ocasião de fortalecimento da democracia que deve ser cada vez mais participativa em vista da construção do bem comum. Neste domingo somos convidados a escolher nossos representantes para a Prefeitura e para a Câmara de Vereadores.

Para escolher e votar bem é imprescindível conhecer, além dos programas dos partidos, os candidatos e sua proposta de trabalho, sabendo distinguir claramente as funções para as quais se candidatam. Dos prefeitos, no poder executivo, espera-se “conduta ética nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos”. Dos legisladores, os vereadores, requer-se “uma ação correta de fiscalização e legislação que não passe por uma simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao executivo”.
É fundamental considerar o passado do candidato, sua conduta moral e ética e, se já exerce algum cargo político, conhecer sua atuação na apresentação e votação de matérias e leis a favor do bem comum. No discernimento dos melhores candidatos, tenha-se em conta seu compromisso com a vida, com a justiça, com a ética, com a transparência, com o fim da corrupção, além de seu testemunho na comunidade de fé.
Nosso voto é importante! Ele não tem preço; mas, consequência. Jamais devemos pensar: “apenas o meu voto, um voto, não fará diferença”. Santa Teresa de Calcutá já nos alertava: “Eu sei que o meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele o oceano seria menor”.
No entanto, a vida política não deve ficar restrita ao direito de votar. Após as eleições, é necessário acompanhar os mandatos dos eleitos. “Os cristãos leigos e leigas, inspirados na fé que vem do Evangelho, devem se preparar para assumir, de acordo com sua vocação, competência e capacitação, serviços nos Conselhos de participação popular, como o da Educação, Saúde, Criança e Adolescente, Juventude, Assistência Social etc. Devem, igualmente, acompanhar as reuniões das Câmaras Municipais onde se votam projetos e leis para o município. Estejam atentos à elaboração e implementação de políticas públicas que atendam as necessidades da população”.
Cabe-me felicitar todos os candidatos que se empenharam nesta campanha em vista das melhorias do município. E antecipo os cumprimentos aos escolhidos, augurando-lhes um abençoado mandato.

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