Destaques › 21/12/2017

Jovem da diocese de Bagé se prepara para integrar equipe missionária em Moçambique pelo Projeto Igreja Solidária

Rita 4A jovem Rita De Cássia Patron Bandera, formada no Curso de Normalista/magistério e em Letras Língua Portuguesa e Espanhola com as suas respectivas licenciaturas, pertence a Diocese de Bagé, viajará para Moçambique, no dia 31 de dezembro de 2017, onde integrará a equipe missionária pelo Projeto Igreja Solidária, mantido pela Igreja do Rio Grande do Sul (Regional Sul 3 da CNBB). Confirma entrevista que concedeu à assessoria de imprensa Regional:

Como foi seu processo de crescimento na fé em sua família e comunidade?

Nasci e cresci numa família muito religiosa e que tinha o costume de participar da missa dominical. Logo, aos 8 anos, comecei a participar das atividades da Paróquia de Cristo Rei em Aceguá, cidade que morava até os 16 anos. Nessa comunidade, pude participar da catequese e da Pastoral da Criança, momentos de encontro e de conhecer a Jesus Cristo. Eu percebia na comunidade a um espaço de partilha e compromisso com anunciar a boa-nova e isso sempre me motivou.

 Desde quando deseja ser missionária em terras distantes?

Quando comecei a participar da Pastoral da Juventude, esse desejo missionário que já ecoava no batismo tornou-se Projeto de Vida. E confiando no projeto de Deus fui cada dia mais percebendo que somos todos “Sal da terra e Luz do mundo”. Desta forma, acredito que todos nós temos a missão de cooperarmos com nossos irmãos/ãs e a natureza.

O que despertou este desejo?

Esse desejo nasce de querer que as pessoas façam a experiência com esse Deus vivo e que deseja a paz e a fraternidade entre todos, incluído a nossa Casa Comum. Rita 2

 Como foi o discernimento para ir em missão?

O discernimento para a missão foi feito com minha família inicialmente, que abraçou esse projeto junto comigo, depois minha comunidade São Pedro que a mais de 6 anos é para mim sinal do Reino de Deus e claro a Diocese de Bagé que como família esteve auxiliando nessa caminhada missionária.

 E suas expectativas em terras moçambicanas?

Estou muito alegre por ter o privilégio de viver essa missão ad gentes em Moçambique. Terra de povo alegre e que vive com entusiasmo o desejo de Deus. Que a acolhida e a partilha seja de muita unidade e que na ajuda mútua possamos construir a cada dia o Reino de Deus.

Quem é Jesus para você?

Jesus para mim é o cara! Aquele que caminha conosco e que se faz presente em todos os lugares, em especial naqueles que sofrem, que estão a margem e que de uma forma ou de outra são esquecidos ou descartados. Jesus é jovem, é dinâmico e nos mostra um Caminho de Verdade e Vida.

Por que partir? Ser missionária?

Primeiro, porque todos nós cristãos, estamos sempre em estado de saída, de partida, com o pé na estrada para ir ao encontro, como Maria que se dispôs a cuidar de Isabel. Sendo assim, o partir faz parte da nossa identidade cristã! Segundo, porque devemos estar aonde Deus nos chama, e vencermos as acomodações e as fronteiras que temos ou até mesmo criamos.

O ser missionário é batismal, a coragem de ir além-fronteiras é fruto da confiança que tenho em Deus. É preciso lançar as redes em águas mais profundas!

O que gostaria de dizer para os jovens que sentem o desejo de viver um tempo em missão?

Jovens, é preciso confiar em Deus, buscar conhecê-lo e em comunidade ir experimentando a alegria de servir e anunciar ao evangelho. Ser missionário, é estar disposto a cooperar onde você está, e a partir dessa experiência em sua família e comunidade você vai certamente querer ir além-fronteiras. Acredite no seu Projeto de Vida e procure entender e Rezar para escutar o Desejo de Deus. Prepare-se, organize-se e não guarde esse sonho para si, sonhe com seu grupo de jovens, com sua família, com sua comunidade, onde você trabalha! Sonhe Junto!

 O que mais gostaria de dizer que não foi perguntado?

Deus é bom o tempo todo! O tempo todo Deus é bom!

Entrevista realizada pelo jornalista Judinei Vanzeto