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Moçambique: missionários promovem formação para mais de 1200 catequistas

A Igreja Ministerial de Moçambique, experimentada pelos missionários do Rio Grande do Sul na Arquidiocese de Nampula – especialmente nas paróquias de Micane e Larde, onde estão, é uma das grandes riquezas da missão. Um modelo de organização eclesial que aposta na valorização e na ação dos leigos nas comunidades, assumindo a responsabilidade da animação litúrgica e puxando a frente das pastorais em cada comunidade, zona (conjunto de comunidades) e nas paróquias.

Embora exista uma longa caminhada que alicerçou todo esse trabalho dinâmico de organização dos cristãos, há ainda uma outra parte que carece de extrema atenção: a formação. A realização de encontros para aprofundamento de temas relacionados a cada pastoral é uma prática constante da equipe missionária, que além de atender os projetos sociais e celebrar nas comunidades, prioriza a realização de formação para cada uma das 14 pastorais: Catequese, Liturgia, Justiça e Paz, Mulheres, Educação, Saúde, Infância e Adolescência Missionária, Vocações, Ancião, Jovens, Família, Equipe de Formadores, Ritos de Iniciação Masculino e Feminino.

Durante todo o mês de março, umas das tarefas mais exigentes da equipe missionária foi justamente a formação dos catequistas das duas paróquias. As mais de 160 comunidades, divididas em 26 zonas, receberam a visita do grupo responsável pela formação, que incluia a equipe missionária de Moma e os animadores paroquiais gerais e da catequese. O animador paroquial de Micane, Otélio Alberto, descreve a importância deste ministério às comunidades: “É do catequista que nasce todo cristão: leigos missionários, padres, irmãs, anciões, animadores e todos os outros ministérios que servem a nossa Igreja. Todos partem do catequista”.

O padre Camilo Pauletti, missionário em Moçambique desde outubro de 2021, explica o roteiro de cada formação: “Em cada encontro, que durava dois dias, havia momentos de oração, informação sobre a carta pastoral do Arcebispo, orientações sobre a espiritualidade do catequista, orientações práticas para os sacramentos e celebração da Eucaristia”.

A estimativa é que cerca de 1200 catequistas participaram das formações, que antes aconteciam apenas nos centros paroquiais e agora foram descentralizadas. “Os participantes relatam que foi muito bom, não precisaram andar tanto já que estava próximo deles”, conta Pe. Camilo.

A presença dos missionários em Moçambique

O testemunho dos missionários e missionárias enviados a Moçambique, a partilha e a oração de todo o Rio Grande do Sul e a disposição de padres, leigas e leigos, religiosos e religiosas para partir é o que garante a continuidade da missão ad gentes.

Desde 1994, foram cerca de 65 enviados pelo Regional Sul 3 a Moçambique. Normalmente, os missionários e missionárias são enviados por um período de três anos e integram juntos a equipe missionária. Atualmente, em Moma, são missionários do Projeto Igrejas Solidárias: Pe. Camilo PaulettiJuliana Assis de AzevedoPe. Luiz José Weber e Maria Bernardete Acadroli.

Para garantir a continuidade da manutenção da missão em Moçambique, a Igreja no Rio Grande do Sul assumiu coletivamente o compromisso da Coleta de Pentecostes – oferta de todas as comunidades de nosso Estado, cujo destino integral é para a animação missionária no Regional Sul 3.

Nas celebrações desta Solenidade, em todo o RS, as comunidades celebram em prol da Missão Ad Gentes em Moçambique e a coleta de cada uma delas permite, especialmente, que possamos manter o projeto Igrejas Solidárias em Moma.

A seguir, você confere o depoimento do Animador Paroquial da Paróquia São Paulo Apóstolo de Larde, Raul Ofício, falando sobre a importância da presença da equipe missionária do RS naquele local:

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