Bispos › 27/07/2017

O tesouro que devemos procurar

Dom Antônio Keller – Bispo de Frederico Westphalen 

“O reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo”, nos diz Nosso Senhor no Evangelho deste Domingo (Mateus 13,44-52).

Há um contraste entre estas duas Parábolas. O homem que encontrou o tesouro foi beneficiado pela sorte. Possivelmente, muitos tinham já passado por ali e não o viram ou não lhe deram valor. Mas ele procede com inteligência. Esconde-o e faz um ato de desprendimento difícil: vende tudo quando possui para juntar a quantia suficiente a fim de comprar o campo em que se encontrava o tesouro.

O tesouro para nós é a santidade pessoal que nos há de abrir as portas do Céu. Recebemos a graça santificante — a vida de Deus — no Batismo, e devemos alimentá-la e fazê-la crescer pelos sacramentos e as boas obras, até à entrada no Céu.

“O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo”.

Para realizar este projeto de santidade, não teremos que sair da família, do trabalho que fazemos e isolarmo-nos longe das pessoas.

O Senhor chama-nos a realizar este programa de santidade pessoal onde estamos, com o trabalho que nos ocupa e com a família em que vivemos. A primeira preocupação há de ser a de realizar a vontade de Deus em tudo isto.

Na vida de família devemos ser amigos, corresponsáveis e fomentar um ambiente agradável onde todos se sintam bem. O nosso trabalho há de ser bem feito, com alegria e fomentando um ambiente de amizade e alegria entre aqueles que trabalham conosco.

Não conseguiríamos realizar este projeto sem a oração e os sacramentos porque — como nos ensinou o Senhor — sem Ele nada podemos fazer.

“O reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas”. “Ao encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola”.

É diferente a atitude deste homem. É um negociante, pessoa entendida neste ramo de negócio. Temos de ser bons profissionais. Mas, sobretudo, porque é entendido no assunto, ele olha para as pedras preciosas de modo diferente e avalia imediatamente se são ou não de boa qualidade.

Talvez o Senhor nos queira ajudar a olhar de modo diferente para as pessoas que encontramos todos os dias.

Olhamos muitas vezes para elas superficialmente. Apreciamo-las pela beleza, pelos bens materiais que possuem, pela inteligência ou pelos benefícios que podemos receber delas.

Temos de ver em cada uma delas um irmão, alguém a quem devemos ajudar, porque vai, como cada um de nós, a caminho do Céu. Precisamos sacrificar tempo para as ajudarmos, ter paciência, e dar-lhes bons conselhos. Peçamos ao Senhor esta capacidade de generosidade para com os nossos irmãos que mais precisam de nós.

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