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Regional Sul 3 aponta pistas para ação evangelizadora no Rio Grande do Sul

A Assembleia Regional da Ação Evangelizadora, realizada nos dias 1º e 2 de junho, no CECREI, refletiu o caminho sinodal e a missão da Igreja no Rio Grande do Sul. Além dos dois dias de encontro, o processo preparatório à assembleia provocou cada Igreja Local a olhar para a sua realidade e para a vivência da sinodalidade em seu contexto.

Durante a Assembleia, a temática foi aprofundada com a participação do episcopado, dos coordenadores de pastorais, representantes da Pastoral da Educação, lideranças diocesanas e coordenadores dos organismos e pastorais do Regional. Iluminada pela proposta do Sínodo de 2023, pela temática da educação (CF e Pacto Educativo Global) e pelas atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, a assembleia definiu algumas prioridades para a Igreja do RS.

No processo pós-assembleia, a equipe de coordenação e síntese trabalhou para apresentar estes pontos em ações práticas que iluminam o caminho sinodal e a missão da Igreja no RS, dentro de 10 eixos: sinodalidade, escuta, espiritualidade e comunhão, comunidades eclesiais missionárias, participação, iniciação à vida cristã, animação bíblica e pastoral, educação, cuidado com a casa comum e a formação permanente. Acompanhe a seguir as 10 pistas de ações definidas:

1) Espírito sinodal: Percorrer o caminho juntos, em espírito sinodal, resgatando e assumindo convictamente a eclesiologia do Concílio Vaticano II, que integra e considera todos os estados de vida com a mesma dignidade, chamados à santidade e convocados à participação na mesma missão (cf. LG, n. 32ss).

2) Escuta do povo: Escutar as vozes e auscultar as manifestações de alegrias e tristezas, as angústias e as esperanças do povo de Deus (cf. GS, n.1), especialmente dos que se encontram nas mais diversas periferias existenciais, proporcionando-lhes espaços para a escuta, discernimento e orientações.

3) Espiritualidade de comunhão: Fortalecer a espiritualidade de comunhão à luz da Santíssima Trindade, a melhor comunidade, a fim de superar atitudes de uniformidade, de polarizações excludentes, espiritualidades individualistas e a formação de grupos paralelos.

4) Comunidades eclesiais missionárias: Priorizar pequenas comunidades eclesiais missionárias como espaços do encontro, da ternura e da solidariedade, o lugar da família (cf. DGAE 2019-2023, n. 129), e escolas de cuidado, de diálogo e de compromisso com a vida.

5) Organismos de participação: Organizar e/ou fortalecer os Organismos de Participação (conselhos, coordenações, etc), em suas diversas instâncias (comunitárias, paroquiais, diocesanas).

6) Iniciação à vida cristã: Assumir o processo da Iniciação à Vida Cristã, de inspiração catecumenal, que integra a família e a comunidade de fé, a fim de que cada pessoa, em seu itinerário formativo, encontrando-se com Jesus Cristo, possa fazer uma efetiva experiência de Igreja – comunhão, participação e missão.

7) Animação bíblica da vida e da pastoral: Fortalecer a ação evangelizadora, à luz do estudo, da celebração e da vivência da Palavra de Deus, como formas privilegiadas de encontro com o Senhor e com a comunidade eclesial.

8) Humanismo integral: Viabilizar a aproximação da Igreja com a realidade educativa, considerando todos os níveis e eixos da educação, em vista de um humanismo integral e solidário, conforme propõe o Pacto Educativo Global e a Economia de Francisco e Clara.

9) Casa comum: Promover ações de educação e conscientização para o cuidado com a Casa Comum, na perspectiva de uma ecologia integral, visando ao bem viver de todos.

10) Formação permanente: Promover e fortalecer espaços de formação para todo o povo de Deus.

CNBB Sul 3