Artigos, Bispos › 31/01/2020

As coisas pequenas

Dizem que para chegar a ser sábio é necessário aprender as pequeninas verdades; para ser rico, aproveitar as pequeninas moedas; para ser um bom professor, as pequenas lições; para ser santo, praticar as pequenas virtudes.

Certamente ouvimos muitas vezes o ditado popular: “É de pequenino que se torce o pepino!”

É no pequeno que começa o grande; portanto, o pequeno é sempre grande!

Que bela árvore! No entanto, antes foi uma pequena semente, uma plantinha…

Que majestoso arranha céu! Mas se fez de pequenos tijolos, de massa, areia, cal e cimento…

Quantas vezes se diz: “Que enorme rio!” Na verdade, nasceu da pequena fonte que murmureja no alto da montanha. É o caso do rio Amazonas e tantos outros…

Os grandes homens de hoje, também vieram das criancinhas indefesas e frágeis de ontem…

Quanto precisamos realizar bem as pequeninas coisas da vida!  A felicidade de alguém pode brotar dum simples sorriso que lhe damos; a salvação de alguém pode estar na nossa frágil mão, estendida por amor; quantas vezes a felicidade do lar vai depender dos pequenos gestos de carinho e de atenção, da escuta, de estar próximo, de orar juntos, de escutar a Palavra de Deus, de acolher…

“É de pequeninas flores de amor que se faz o jardim da felicidade”(cfr. Dom José Belvino do Nascimento, Mensagens de fé e vida, pg. 173).

É de pequenos atos de amor que se embeleza uma família, uma loja, um escritório, uma igreja, uma sacristia, uma calçada…

Numa certa loja o ambiente mudou muito com a chegada duma nova funcionária. O que fez de especial? Nada. Apenas atendia bem os homens e mulheres, velhos e crianças, ricos e pobres, educados e malcriados, a todos ela atendia com o mesmo sorriso de bondade. Quem resiste? Não se imagina a força da bondade. Um sorriso na loja da vida conquista o mundo.

              “Nada é pequeno quando feito por amor”, dizia Chiara Lubich. Portanto: façamos bem todas as coisas!

Dom Hélio Adelar Rubert – Arcebispo de Santa Maria