Pastoral Afro-brasileira

Pastoral Afro-brasileira

Coordenação Regional: Padre Wilfrido.
E-mail: mayo_willy@hotmail.com
Telefone paróquia São Lourenço do Sul: (53) 3251.1703

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“Vós, os mais humildes, os explorados, os pobres e excluídos, podeis e fazeis muito. Atrevo-me a dizer que o futuro da humanidade está fundamentalmente nas vossas mãos, na vossa capacidade de vos organizardes e também nas vossas mãos que regem, com humildade e convicção, este processo de mudança. Não se acanhem!”, insiste o Papa Francisco.

Povo amado da Justiça e da Paz.

No dia em que o Rio Grande é cantado em verso e prosa, nem de longe uma unanimidade, somos desafiados/as a muita lucidez e ousadia proféticas e apaixonada criatividade em defesa da vida e da liberdade pelo nosso povo!

  • Estivemos num dia muito proveitoso nos fortalecendo com estudo muito profundo sobre as nossas demandas na qual este povo que só quer estar junto, tem que às vezes lutar para estar, para as demais lutas em prol dessa muito cara pastoral no qual alguns nos aceitam outros nem isso.
  • Iniciamos com 03 itens:

Objetivos com Padre Wilfrido.

Identidade com o Bispo Dom Gilio.

 Desafios com a jovem Aline da comunidade da Restinga.

  • Mas por mais que tenhamos a CNBB que redigiu um documento, ainda assim temos muitos NÃOS dentro de nossas igrejas.
  • Padre Wilfrido, inicia com suas laminas nos fazendo memorias e reflexões:

“Desenvolver os valores e culturas dos povos afro, integrando a fé, a cultura, a experiência com Jesus Cristo”.

Aspectos a serem considerados:

  1. Esta é uma ação da Igreja para evangelizar a partir da realidade dos afrodescendentes no Brasil.
  2. À luz do Documento de Aparecida, podemos valorizar as culturas, expressões, e integrá-las na vivência da fé e no ser Igreja.

Colocou-nos que a Igreja procurou refletir e aprofundar a realidade atual do povo negro, suas condições de vida e acesso à moradia e educação. Diante desta realidade, quer ser uma luz para dar espaço para esta grande parcela do povo que, ainda, é marginalizada. Sendo nossa realidade dentro da mesma no qual nos leva a lutar para estar presente.

Fazendo memoria

A história da Pastoral Afro-Brasileira começa na década de 1970

A Pastoral Afro-Brasileira da CNBB foi declarada como organismo oficial da Igreja do Brasil em 1998, mas começou a ser idealizada na década de 1970.

O passo importante foi dado com a Campanha da Fraternidade de 1988, com o tema “Ouvi o clamor deste Povo”, focado na população afrodescendente.

Estrutura

Foi em 2003, que graças ao documento 85, a Pastoral passa a integrar a estrutura da CNBB, como espaço de ação e conscientização da Igreja e da sociedade para a realidade da população afro-brasileira.

A Pastoral tenta está presente em todas as dioceses do Brasil, por meio de grupos, organizados ou não, e ligados ou não à Igreja. O Secretariado de Pastoral Afro-brasileira, sediado em Brasília, tem a função executiva de articular todos os Regionais da CNBB, os grupos existentes em âmbitos paroquiais, diocesano, comunidades e parcerias.

Participa também em nível Latino-americano e Caribenho (CELAM), da Secretaria de Pastoral Afro-americana e Caribenha (SEPAC/CELAM). Há inúmeros encontros, seminários, assembleias regionais, diocesanas, paroquiais e de comunidades.

Data a destacar

O Brasil celebra oficialmente o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra todo dia 20 de novembro, desde 2011.

É o símbolo da resistência dos negros, bem como da luta por seus direitos que seus descendentes reivindicam.

Conquistas obtidas por meio de outros dispositivos legais: a punição por racismo, a lei das cotas raciais e, em especial, a lei 10.639/2003, que instituiu a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira nas escolas.

Falou das celebrações aculturadas.

Partir do Concílio Vaticano II, a Igreja incentiva que cada cultura celebre os ritos litúrgicos à sua maneira, expressando o seu jeito de louvar e agradecer ao Criador.

Quanto à religiosidade popular, os grupos populares, os brasileiros negros e negras que conservaram com as graças e bênçãos de Deus o senso de festa, abrem um espaço para a dimensão festiva da fé que celebra o agir de Deus em toda sua plenitude na luta dos despossuídos, que encontram o Seu Jesus no rosto do Cristo Sofredor e na Negra Mãe Mariama Aparecida de nossas Angústias.

Identidade com o Bispo Dom Gilio.

  • Fez pensar nestas ações todas que já realizamos e que se faz parar e pensar sempre.
  • Relatou acontecimentos do passado, que hoje se faz muito presente, de formas diversas, mas a temática e a mesma.
  • Devemos ir com muita calma, avançando aos poucos nossos espaços, dentro dessa igreja que tem um olhar de muitos questionamentos.
  • Respeitar se fazendo respeitar com muita calma
  • Tentar fazer simbologia de nossas coisas, mas atenta a não ferir as demais religiões ou a nossa católica.
  • Sempre mostrar que está imagem Aparecida veio para que todos possam se sentir um só. Mas ainda não se faz de concreto este ou está ação.

Desafios com a jovem Aline da comunidade da Restinga.

A partir de grupos distintos se formaram, se fez várias discussões, reflexões e relatos.

Realidade em que atuamos a partir das leituras:

– Santo Domingos

– Aparecida

-Documento de Puebla

  • Quais são as luzes?
  • Quais são as sombras?
  • Quais são os desafios?

Luzes

  • Ações sociais nas nossas comunidades
  • Perseverança (compromisso) dos leigos
  • Celebração nos espaços possíveis
  • Reconhecimento da igreja ( CNBB)
  • Ter grupos nas comunidades, mesmo sendo pequenos.
  • Representatividade nos conselhos de direitos
  • Articulação com os demais grupos
  • Mais encontros seguidos (que cada município se visite, para que se perceba a movimentação dessa pastoral).
  • Mesmo poucos religiosos que caminham com a pastoral.

SOMBRAS

  • Não estamos no cronograma das atividades das paróquias
  • Representatividade nos diversos assentos na sociedade
  • Não aparecimento ou surgimento de religiosos brasileiros
  • Não existência da pastoral ( grupo constituído)dentre as igrejas
  • Resistências das lideranças que não aceitam
  • Falta de jovens
  • Irmãos negros que não aceitam participar (não assumem nossos compromissos junto a pastoral)
  • Os jovens querem que sejamos todos juntos??
  • Ouvir o clamor ( várias vezes)
  • Falta de consciência de negros e não negros
  • Protagonismo ( como se dará)

DESAFIOS

  • Apresentar aos jovens e as crianças esta pastoral.
  • Bíblia na ótica do povo negro
  • Acesso ao espaço escolar
  • Não desistir jamais de estarmos nesta luta
  • As ações afirmativas gerais em todo âmbito

“Estamos vivendo um tempo em que os fiéis de cada religião e as pessoas de boa vontade são convidados a promover a compreensão e o respeito recíprocos”. (Papa Francisco)

 Analise final

Nessa perspectiva, reconhecemos que nossa espiritualidade tem sido uma forma de resistência e está intrinsecamente ligada à nossa identidade. Nosso povo consciente da missão evangelizadora e diante dos desafios apontados neste, encontro metropolitano firma o compromisso de:

  • Rearticular municípios e as Regionais.
  • Formar, de maneira integral, os agentes de pastoral afro-brasileira.
  • Preparar subsídios: bíblicos, metodológicos; com conteúdo catequético, para os quilombolas e os centros urbanos.
  • Articular com outros organismos, pastorais sociais, entidades de Estado e movimentos sociais.
  • Investir na comunicação: redes, banco de e-mails, etc.
  • Rearticular Grupos de Trabalho: mulheres, educação, liturgia, formação permanente, saúde da população negra, juventude negra, quilombolas, catequese.

 

Temos também, que a finalidade da Lei 10.639/03 é promover meios que permitam negros, índios e brancos darem-se as mãos, em uma dança de paz, rumo à construção de uma nação igualitária, livre e solidária. Da mesma forma como esta conclusão foi iniciada, termina-se convidando Mandela, em sua voz universal, que chama a atenção de todos para o papel libertador do amor:

Quero também aqui trazer aLei Nº 12.288, de 20 de Junho de 2010, instituiu-se o Estatuto da Igualdade Racial cujo objetivo também é garantir a igualdade efetiva de oportunidades, defender as diferenças étnicas e combater as discriminações e intolerância étnica de todo o povo negro.

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, pode serensinadas a amar. (MANDELA, Nelson, 1994).

Salve, Axé, Auére , slalom, amém!