Artigos, Bispos › 17/07/2020

Reconhecimento e reflexão sobre a liturgia do domingo

É sem dúvida um momento especial este primeiro contato, esta mensagem que todos os finais de semana é dirigida a todo o nosso povo. Por isso, a minha saudação a todos, a manifestação de alegria por ter iniciado o meu ministério episcopal aqui na Diocese no dia 12 deste mês. Foi um momento muito importante para mim, muito gratificante para a minha vida e com certeza também para a Diocese de Erexim que inicia uma nova etapa na qual juntos vamos percorrer um caminho.

O meu agradecimento a todos que participaram, que acompanharam; o agradecimento pela acolhida aqui na Diocese de Erexim, em especial ao Pe. Antonio junto com a equipe que preparou a Diocese para a minha chegada. Então a alegria de poder estar agora já inserido, já trabalhando, embora ainda lentamente dentro da situação da pandemia, organizando a agenda de atendimento. Mas a alegria de poder servir e partilhar a vida, a experiência que agora podemos dizer, como realmente bispo da Diocese, fazer esta caminhada conjunta com todos os padres, diáconos, religiosos (as), nossos seminaristas e todas as comunidades que compõem o território da Diocese.

Gostaria de aproveitar este momento inicial lembrando a liturgia deste final de semana dia 19 que nos convida a aprender com a paciência de Deus e saber que é preciso ter um coração brando, um coração paciente e misericordioso para com todas as pessoas. É um convite que a liturgia nos faz e que vem ao encontro também com o que estamos vivendo. Ter esta paciência de Deus diante do contexto da pandemia do Coronavirus, ser pacientes na busca de soluções, de recuperação e os cuidados que devemos ter com a vida.

É preciso reconhecer que Deus é bom, clemente e fiel, como nos diz o salmista.

É lembrar que o Espírito vem em nosso socorro nas fraquezas; é sempre Ele que intercede por nós, segundo a vontade de Deus.

No Evangelho, encontramos as três parábolas sobre o Reino de Deus: a comparação do campo onde foi semeado o trigo e veio o joio – paciência de Deus para colher os frutos bons do trigo no tempo certo; a semente de mostarda, pequena mas que se torna grande e abriga a todos; o fermento na massa que não se vê, mas faz a massa crescer.

Deus quer salvar a todos e o seu Reino é para todos. Precisamos semear o amor, o carinho, o acolhimento e fazer com que a boa semente do trigo produza o esperado; que as boas ações, por pequenas que sejam, se tornem como a semente de mostarda e que sem a preocupação de aparecer, nossas ações sejam como o fermento na massa que serve para todos crescerem em sabedoria, em graça e na vivencia dos verdadeiros valores do reino de Deus.

Caminhemos juntos na construção do reino de Deus e sejamos sinais de sua presença na realidade em que estamos inseridos. Que nossas ações revelem também ao mundo o amor misericordioso de Deus e seu plano salvador que não faz distinção de pessoas. Que Deus abençoe a todos.

Dom Adimir Antonio Mazali – Bispo Diocesano de Erexim