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A Comunhão Episcopal

Ao lermos ou ouvirmos essa mensagem, os bispos do Brasil, certamente já estarão reunidos no Santuário de Nossa Senhora Aparecida/SP. Por isso desejamos hoje falar-vos um pouco sobre essa significativa experiência de conviver, estudar, partilhar e celebrar, por aproximadamente dez dias, com mais de trezentos bispos brasileiros e outros assessores. A CNBB vai realizar a sua 60ª Assembleia Geral Ordinária, como colegiado nacional, de 19 a 28 de abril do corrente ano. Muitos fiéis, certamente, nos acompanharão pela oração e pelas notícias e celebrações, através dos meios de comunicação social.

Mesmo que cada um de nós tenha uma diocese, com limites determinados, onde é pastor responsável pelo seu rebanho, os bispos assumem juntos a caminhada da Igreja, em nível nacional e até internacional, expressando sua colegialidade e espírito de comunhão eclesial mais ampla. Poderíamos dizer que somos a Família dos Bispos, pois bebemos da mesma fonte sacerdotal de Jesus Cristo e tentamos levar esta água viva ao povo que Deus nos confiou. Por isso, neste encontro sentimos necessidade de partilhar nossa vida com a de Jesus Cristo e com a de nossos Irmãos no episcopado, especialmente em momentos celebrativos como a Eucaristia, a Liturgia das Horas, a Celebração penitencial, o Retiro. Partilhamos também nossa vida através de diálogos fraternos, na troca de experiências, de alegrias, de esperanças e de dificuldades, presentes em todas as dioceses ou na Igreja, em sentido mais amplo. Diz o Documento de Aparecida: “Para crescer nessa fraternidade e na corresponsabilidade pastoral, os bispos devem cultivar a espiritualidade da comunhão, a fim de acrescentar os vínculos de colegialidade que os unem aos demais bispos de sua própria Conferência, e também a todo Colégio Episcopal e à Igreja de Roma” (DAp 181).

Dentro do que acenamos acima, a maior parte do tempo das Assembleias é dedicado a sessões de estudo, quando se preparam os documentos que orientam a Igreja do Brasil. Com facilidade damo-nos conta que é preciso atualizar-nos constantemente, auscultando os sinais dos tempos, para anunciar o Evangelho de forma adequada aos homens e mulheres de hoje. Por isso, também estamos atentos às orientações gerais da Igreja, e de modo especial ao magistério do Papa Francisco.

Na 60ª Assembleia Geral de 2023, também teremos eleições para a presidência da CNBB e para a presidência das diversas Comissões Episcopais Pastorais, além de outros cargos representativos da CNBB. Serão tratados ainda dezenas de outros assuntos de ordem eclesial, espiritual, pastoral, litúrgica, social, jurídica e administrativa. Finalmente, podemos afirmar que a 60ª Assembleia Geral Ordinária será, mais uma vez, forte expressão da unidade da Igreja de nossa Conferência Nacional. Mesmo com limites humanos, será manifestação do Espírito do Senhor e seu santo modo de operar, em meio ao peregrinar da Igreja, através dos séculos. Rezemos nesta intenção e acompanhemos pelos meios de comunicação a caminhada da Igreja em nosso país.

Ao celebrarmos o Ano Vocacional, lembremo-nos que nossa diocese está numa campanha intensiva de oração pelas vocações sacerdotais/diaconais, religiosas e leigas, mas também de campanha para criarmos as melhores condições de apoio e de ajuda, por parte da família, da comunidade, das casas de formação, enfim de todos. Os jovens vocacionados que generosamente se apresentam para o sacerdócio, a vida consagrada ou para lideranças leigas, possam dar sua resposta. Deus está fazendo a sua parte; façamos também a nossa!

Dom Aloísio Alberto Dilli – Bispo de Santa Cruz do Sul