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A esperança nos motiva na missão

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus! Nas nossas comunidades e nas nossas famílias, temos várias formas de nos preparar e expressar os nossos sentimentos e a nossa alegria na preparação e na celebração do Natal. Muitos pais acolhem esse momento como uma oportunidade para transmitir aos filhos os valores da fé, as tradições familiares, que são passadas através das gerações, sobre a celebração do Natal em família. Outras famílias vivem o tempo de Advento, em preparação ao Natal, como um momento forte de confraternização e de reconciliação, para que a mensagem de amor do Natal prevaleça sobre as discórdias, e a paz encontre seu lugar nos corações feridos, pelos acontecimentos cotidianos da vida.

O Advento é espera, mas isso não significa inércia ou apatia. Quando olhamos para dentro de nós mesmos, podemos ver com mais nitidez nossas fragilidades. E, com humildade, podemos abrir o nosso coração à graça e a misericórdia de Deus, que nos guiará com ternura e amor por um caminho novo, iluminado pela luz do mundo, Cristo Jesus.

Viver o tempo do Advento, como tempo de espera e de preparação para um encontro, significa ter o Senhor Jesus como meta do nosso caminho, da nossa vida, da nossa busca interior. E queremos fazê-lo na liberdade de filhos e filhas de Deus, renascidos no batismo e redimidos na cruz do Senhor, por amor e não por temor, na fidelidade à sua Palavra e animados pela esperança de que o nosso encontro com Ele será um encontro de paz e alegria, no tempo presente e na glória futura.

A figura de João Batista nos é apresentada neste tempo de Advento, como modelo de quem esperava o Salvador. Num primeiro momento, podemos julgar as aparências, e achar que o seu modo de viver era simples demais, a sua pregação muito rude. Mas não podemos negar que era verdadeira, que levava as pessoas a fazerem uma auto-análise da própria vida e da fidelidade a Deus. Ele convidava as pessoas que o procuravam a viverem uma fé autêntica, que não coloca a segurança e a confiança nas próprias ilusões ou privilégios, mas numa sincera conversão e uma real adesão à vontade do Senhor.

A festa do Natal, quando celebrada como um ato de amor de Deus pela humanidade, ganha outro significado na nossa vida de fé. Olhamos para o presépio, contemplamos, interiorizamos, não somente como um acontecimento do passado, mas o acolhemos no presente, para a nossa vida de peregrinos, como um ato de amor divino que toca a nossa realidade humana e se renova a cada dia, através dos nossos gestos de amor, de ternura e de caridade para com o próximo.

Dom José Gislon, OFMCap. – Bispo Diocesano de Caxias do Sul