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A missão acolher e cuidar da vida com amor

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus! Na primeira semana de outubro celebramos a Semana Nacional da Vida. A vida é um dom precioso e breve, concedido por Deus, que muitas vezes o homem não sabe valorizar. Ela precisa ser acolhida, cuidada e valorizada como um tesouro que temos no presente, mas que à luz da fé em Cristo Jesus, podemos sonhar e esperar vivê-la, de forma gloriosa, também na eternidade. Por isso, é importante trabalharmos juntos para criar uma consciência coletiva, que promova a paz e valorize a vida em toda a sua realidade.

Não podemos ceder ao pragmatismo de defender que a vida só merece ser protegida quando a pessoa pode contribuir economicamente com a sociedade. A cultura do descarte não é de Deus, o autor da vida. Ela provocou tantos males à sociedade, no passado e no presente. O cristão deve estar comprometido com os valores da vida, empenhando-se para que os mesmos sejam respeitados e protegidos na família e na comunidade. Quando abandonamos a defesa da vida, pactuamos de forma silenciosa com a cultura da morte, que ceifa de forma violenta, perversa e maligna a vida das nossas crianças, dos nossos jovens, dos adultos e idosos indefesos, e fere no coração a vida das nossas famílias.

Na nossa sociedade, presenciamos através dos meios de comunicação tantos acontecimentos que agridem e destroem a vida. A vida de pessoas que por si só, muitas vezes, não tem como se defender, por isso precisam do apoio e da proteção da sociedade. O cuidado da vida é uma missão na qual todos nós deveríamos nos envolver, tendo presente as inúmeras crianças que são agredidas, muitas vezes dentro do próprio lar, por aqueles que deviam protegê-las e ampará-las; e os idosos, que também passaram a ser vítimas em potencial da falta de amor na família e da cultura do descartável.

Dentro das celebrações da Semana Nacional da Vida, o Dia do Nascituro quer chamar a atenção da sociedade para a violência silenciosa, que está presente na nossa realidade social, mas se faz de conta que não existe, em nome dos direitos. O silêncio dos inocentes não pode levar quem tem compromisso com o Senhor Jesus e o Reino de Deus, a permanecer em silêncio.

Quando a vida não é valorizada, não importa em qual fase da existência nós estamos, ela pode ser eliminada a qualquer momento. Por isso, é importante que saibamos acolher a vida como dom de Deus, desde a sua concepção até o chamado misericordioso do Pai.

+ Dom José Gislon, OFMCap. – Bispo Diocesano de Caxias do Sul