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Catequista do RS é instituída Ministra da Catequese em ritual inédito no Brasil

Um dia para guardar na memória e registrar na história da Igreja no Brasil. Pela primeira vez, neste sábado, foi celebrada no país a Instituição do Ministério do Catequista. Presidida por dom Leomar Brustolin, presidente da Comissão Episcopal Bíblico-Catequética da CNBB e do Regional Sul 3, a missa contou com a participação de 19 catequistas, representando todos os regionais da CNBB, entre eles, Marlene Faleiro, da Diocese de Santo Ângelo.

Dom Leomar em sua homilia apresentou a importância do ministério do Catequista na atualidade e seu papel fundamental para a propagação da Palavra de Deus. Durante a reflexão, ele destacou a necessidade de fortalecer o anúncio do Evangelho e o acompanhamento das pessoas na comunidade cristã, citando a exortação apostólica Evangelii Gaudium do Papa Francisco. Ele ressaltou a importância de reconhecer a presença de Jesus em meio às adversidades da vida, fazendo referência ao relato bíblico da travessia do Mar da Galileia.

Ainda na homilia, também enfatizou o papel fundamental dos catequistas na evangelização, mencionando a instituição desse ministério pelo Papa Francisco através do Motu próprio Antiquum Ministerium. Dom Leomar expressou sua gratidão aos 19 catequistas presentes na celebração e reconheceu a diversidade de contextos em que atuam, desde comunidades indígenas até no trabalho com pessoas com deficiência.

Veja, na íntegra, a homilia de dom Leomar:

Gratidão e alegria mas, acima de tudo, responsabilidade

Marlene, catequista há 45 anos, sempre com os pés no chão da base e da realidade da catequese na paróquia e na comunidade, se diz muito agradecida pela oportunidade de representar o Regional Sul 3 nesta celebração tão importante para a Igreja no Brasil. Ela ressalta que ter sido escolhida para este momento é também um grande compromisso. Confira:

Agradeço ao Regional Sul 3, aos bispos referenciais, dom Jacinto Bergmann e Dom José Mário Angonese. Também a dom Liro Vendelino Meurer, bispo da Diocese de Santo Ângelo, que acolheu a minha indicação à instituição do Ministério de Catequista, bem como a todos os/as catequistas do Regional Sul 3 que representei nesta primeira instituição no Brasil.

Quero continuar dando testemunho de serviço à Igreja e compromisso sempre mais apaixonante por Jesus Cristo e o Evangelho onde quer que eu esteja. Sei dos desafios, mas também tenho a esperança de que este novo jeito de ser Catequista que a Igreja propõe produzirá, através da Palavra de Deus, eco no coração daqueles que somos responsáveis na Educação da Fé.

Confirmar no Santuário: “Eis- me aqui, Senhor!” é profundamente evangélico. É compromisso que se firmou num momento de graça, pois durante a Assembleia dos Bispos do Brasil, de milhares de romeiros e diante de todos os catequistas, Brasil afora. Emoção, bênção e encorajamento para continuar evangelizando sem medo. Foi um momento único, emocionante, orante e comprometedor. Louvado seja Deus por tudo o que foi vivido, finaliza Marlene.

Símbolos entregues durante o ritual: A Cruz e a Bíblia

 

Para o catequista, a cruz representa não apenas um símbolo de fé, mas também um profundo compromisso com a missão de transmitir os ensinamentos de Cristo. A cruz é um lembrete constante do sacrifício supremo de Jesus e do amor redentor que ele demonstrou por toda a humanidade. Carregar a cruz significa seguir o exemplo de Cristo, dedicando-se ao serviço aos outros, à educação na fé e ao testemunho do Evangelho. Assim, a cruz na vida do catequista é um símbolo de renúncia pessoal, de entrega total a Deus e de uma jornada de fé e serviço ao próximo. Durante a celebração, Marlene recebeu a cruz, junto com os outros catequistas, das mãos de dom Leomar.

A Bíblia é mais do que um livro sagrado; é uma fonte inesgotável de sabedoria, inspiração e orientação. Ela não apenas instrui sobre a fé e os ensinamentos cristãos, mas também nutre e fortalece a sua própria jornada espiritual. A Bíblia é o mapa que guia o catequista em sua missão de transmitir os ensinamentos de Cristo aos outros, servindo como um manual vivo de amor, compaixão e justiça. Ao mergulhar nas palavras sagradas, o catequista encontra respostas para as perguntas mais profundas da vida e descobre uma fonte de esperança e consolo em tempos de desafio. Assim, a Bíblia se torna não apenas um livro, mas uma companheira essencial em sua caminhada de fé e serviço. No fim da missa, dom Liro Meurer, bispo diocesano de Santo Ângelo, entregou à Marlene a Bíblia.

CNBB Sul 3