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De novo, domingo de Ramos

O tempo passa tão depressa, e nós já estamos de novo diante do domingo de ramos, abertura da semana santa e conclusão da Campanha da Fraternidade. É ao mesmo tempo o sexto e último domingo da quaresma. É uma solenidade muito marcante na vida de nosso povo. Nós temos muitos católicos que só “participam da missa nos domingos… de ramos”. É pouco, mas isto revela que, neste dia, quando é hora de assumir uma posição a favor ou contra Jesus, o nosso povo está lá, com a palma verde na mão, disposto a dizer o seu “sim”.

Há dois mil anos, em Jerusalém foi assim: aqueles que nunca tinham tempo para Jesus, e talvez eles nem estivessem levando a sério a nova mensagem pregada e que não estivessem dispostos a segui-lo, para valer, naquela hora estavam lá, com seus ramos na mão, gritando: “Hosana ao Filho de Davi, Hosana nas alturas”! É o grande tema deste domingo, dia da opção, por Ele ou contra Ele. É o dia em que assumimos posição para toda a semana, especialmente para a próxima sexta, sábado e domingo. Muitos fazem “feriadão”, mas os cristãos mais conscientes estarão ao lado de Jesus até a cruz, até a sepultura e até a ressurreição. Estes estarão aguardando a grande vigília da páscoa, em que celebramos a vitória sobre a morte e o pecado, a vitória da vida sobre a morte.

A leitura da paixão que nos é apresentada neste domingo revela precisamente esta grande contradição, em que aquele mesmo povo que no domingo anterior estava com seus ramos verdes na mão, gritando palavras de ordem, em favor de Jesus, estará diante da porta do palácio de Pilatos, gritando: “Crucifica-o; crucifica-o”!

Aliás, esta contradição Jesus já experimentou no seu grupo de apóstolos. Foram tão bem instruídos, participam do lava-pés e da primeira missa, recebem a Eucaristia, e logo depois, um se torna traidor, outro nega ser amigo dele, e os outros dez todos fugiram, com medo de se comprometer.

Este é o domingo em que nós católicos vamos levar o nosso envelope da Campanha da Fraternidade, agora recheado com as nossas oferendas, que são resultado de nossas penitências quaresmais. Tudo será levado ao altar e estará à disposição da Igreja para seus projetos.

Dom Zeno Hastenteufel – Bispo Diocesano de Novo Hamburgo