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Jesus Cristo, Rei do universo

O reinado de Jesus sobre o universo é sempre um tema que merece profunda reflexão e contém um grande significado. Sua majestade é inquestionável e seu poder é absoluto. Sabemos que chegará o dia em que Ele retornará com toda a glória e esplendor, trazendo consigo a ressurreição de todos os seres humanos, independente de sua conduta, especialmente para que os que buscaram viver com fidelidade sua vocação batismal, também finalmente triunfem sobre a morte.

O Evangelho proclamado no Domingo de Cristo Rei (Mateus 25,31-46) nos recorda que haverá um Juízo Final no qual cada indivíduo será julgado por suas ações, bons e maus terão seus destinos definitivamente estabelecidos por Ele. Aos justos, Ele dirá: “Vinde, benditos de meu Pai, e recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo.” Aos que se desviaram do caminho, a sentença será diferente: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.” O Evangelho encerra-se com a definição do destino eterno da humanidade: a separação entre o tormento eterno e a vida eterna. Assim, aprendemos que não há um terceiro caminho; a trajetória será definida pelas ações praticadas. Devemos constantemente refletir sobre o destino que nos aguarda, um destino influenciado por nossas próprias escolhas e atitudes. A responsabilidade diante dos mandamentos divinos, especialmente o mandamento do amor, será verificada e questionada. O que fazemos ao próximo, fazemos a Ele.

Negligenciar fazer o bem aos outros é se recusar a fazê-lo a Jesus. “Tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber…” Alguns acreditam que basta não cometerem atos maus, e isto é suficiente para serem considerados irrepreensíveis, porém estão enganados.

Nossa jornada deve ser percorrida com Jesus, buscando cumprir seus mandamentos, deixando-o reinar em nossos corações através do amor. O amor se expressa mediante a execução do que Ele nos instrui.

Jesus anseia reinar no íntimo de cada indivíduo. Ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Sendo verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, Ele é o Soberano de toda a criação, dos justos e dos injustos. Ninguém está além de seu alcance. Aqueles que o rejeitam estão em conflito com Aquele que poderia destruí-los com uma palavra, privando-se da felicidade eterna.

Entretanto, o Senhor não impõe seu domínio pela força. Ele respeita a liberdade humana, mesmo que essa liberdade leve à perdição eterna.

Como mencionado pelo profeta Ezequiel na 1a Leitura (Ezequiel 34,11-12.15-17), Jesus também busca suas ovelhas, cuida delas com amor, cura as feridas e as alimenta em pastagens abundantes.

No Domingo de Cristo Rei, celebramos também o dia nacional dos leigos. Os leigos, com sua vocação batismal de encarnação no mundo, são fundamentais na Igreja, onde Cristo é a cabeça e todos, tanto clérigos quanto leigos, são membros de seu Corpo. Desde o Batismo, os leigos são convocados a desempenhar um papel crucial na Igreja e no mundo, sendo “sal da terra e luz do mundo”, além de sacerdotes, profetas e reis. Neste dia, renovamos nosso compromisso de viver como filhos de Deus no mundo, levando a mensagem do Evangelho aonde quer que estejamos, integrando-a em nossa própria vida e transmitindo-a com nosso exemplo.

Dom Antonio Carlos Rossi Keller – Bispo de Frederico Westphalen