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O enterro da Igreja?

Conta-se que, certa vez, havia uma pequena cidade do interior que tinha seu Pároco, um padre já idoso e doente. Um dia, ele morreu e, como o bispo não tinha outro padre para substituí-lo, a cidade ficou sem padre.

Aos poucos, o povo foi se esquecendo da Igreja. Acabaram trancando de vez as portas da velha Matriz. O povo comentava que a Igreja naquele lugar tinha morrido.

Vários anos se passaram, até que o bispo, preocupado, mandou para lá um padre recém-ordenado.

O jovem sacerdote chegou e, com todo o seu entusiasmo, abriu as portas da Matriz, retirou as teias de aranha, e bateu o sino, chamando o povo. Mas não veio ninguém.

O padre saiu pelas ruas, convidando pessoalmente os que encontrava. A resposta era sempre a mesma: “Não adianta, padre, a Igreja daqui morreu!”

O padre teve uma ideia: Se a Igreja morreu, vamos enterrá-la. E convidou o povo para o enterro da Igreja.

A notícia espalhou-se. As mulheres que lavavam roupa no córrego, e os homens nos bares, comentavam: “Você já viu enterro de Igreja?…”

Na hora marcada, a Matriz estava repleta. O padre havia tirado os bancos e colocado no meio do templo um caixão, cercado por uma corda.

Após a celebração fúnebre, o padre disse, em um tom fúnebre: “Convido vocês a se aproximarem do caixão e darem o seu último adeus à Igreja falecida!”

Abriu-se a corda e o povo se aproximou. Mas cada um que olhava dentro do caixão, levava um susto, e saia com a cabeça baixa.

Você já está imaginando o que o padre colocou no caixão: Um espelho. Cada pessoa que olhava, via a si mesmo lá dentro!

Moral da história: É a pura verdade. Nós somos a Igreja. Criticá-la é criticar a nós mesmos, pois cada batizado faz parte componente da Igreja.

Que Maria Santíssima nos ajude a amar a nossa Igreja, amar nossa Comunidade,  nossa Paróquia e a nossa Diocese!

Amar a Igreja é fazê-la viva, participativa, santa e bonita!

+ Hélio Adelar Rubert – Arcebispo Metropolitano de Santa Maria