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Peregrinos de Esperança

 

Estamos na feliz expectativa para a publicação, que se dará no mês de maio, da Bula de Proclamação do Jubileu de 2025. O que já conhecermos é que o Ano Santo será a luz da Esperança, com o lema “Peregrinos de Esperança”.

Somos conscientes de que temos nossas fraquezas e limitações; o nosso coração perturba-se tantas vezes, a dor e os gemidos, as preocupações e os desânimos fazem-nos esmorecer e a nossa esperança como que se esvai. Precisamos ouvir palavras de ânimo e de coragem como as que nos transmite a Palavra de Deus: “Tende coragem, não temais: Aí está o vosso Deus… Ele próprio vem salvar-nos” (Is 35, 4).

Jesus, ao longo da sua vida pública, aviva e revigora continuamente a esperança dos seus discípulos. A nossa esperança de ser santos e de ser eficazes nutre-se da Palavra de Deus. São Paulo recomenda-nos vivamente: “O Deus da esperança vos encha plenamente de alegria e paz na vossa fé, a fim de que superabunde em vós a esperança, pela virtude do Espírito Santo” (Rom 15, 13).

Cristo é a nossa Esperança. “Nada nos poderá separar do amor de Deus que está em Cristo Nosso Senhor” (Rom 8, 38ss.) A alegria cristã é fruto da esperança, da fé e da caridade. Deus quer-nos alegres. São Paulo, nas suas cartas, não se cansa de repetir-nos: “Fiquem sempre alegres no Senhor! Repito: fiquem alegres!” (Fl 4,4)

“Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (1 Cor 8, 31). A alegria é um dos meios que Deus nos dá para vivermos bem a nossa dignidade de sermos seus filhos e filhas. “Um filho de Deus, um cristão que vive de fé, pode sofrer e chorar, pode estar cansado e esgotado, pode ter motivos para ter dor: mas para estar triste, nunca” (S. Josemaria).

Somos cristãos e levamos no coração a fé e o amor de Deus como o maior tesouro que nos podia ser entregue pela graça do nosso Batismo. Este tesouro não nos foi dado só para nosso benefício. Tudo é graça e missão. Nada que recebemos de Deus é para ser guardado, e sim colocado a serviço dos outros. “Vocês receberam de graça, deem também de graça!” (Mt 10,8).

Levados pelo Espírito Santo, os cristãos dos primeiros tempos e os cristãos de todas as épocas procuram levar por toda a parte o fogo do amor de Cristo que carregam no coração. Na Bíblia temos exemplos maravilhosos da intensa atividade apostólica desses nossos irmãos dos primeiros tempos. Conosco não pode ser diferente, assumamos nós, nos dias de hoje, esta missão, de levar a alegria de Cristo ao mundo.

O Santo Padre sempre insiste, “não deixemos que nos roubem a Esperança, não deixemos morrer em nós a Esperança”. E o lema do Jubileu é um grande convite para não só fortalecermos em nós a virtude da Esperança, como sermos portadores, condutores. Ser peregrino de esperança é portar, carregar e levar a Esperança para todas as pessoas.

 

Pe. Jair da Silva – Diocese de Bagé