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Santificar-se no peregrinar da vida

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus!  Neste domingo, 06 de novembro, a Igreja Católica celebra a Solenidade de todos os Santos. Esta festa tradicionalmente é marcada para o dia primeiro de novembro, antecedendo o dia de finados, mas, por razões pastorais e para uma melhor participação de todos, é celebrada no domingo seguinte. Essa festa nos recorda que somos chamados à santidade nesta vida.

Mas creio que na mente e no coração, muitos podem se perguntar: Quem são os Santos? São aqueles que mantém os olhos fixos em Deus, e nos valores do Evangelho: amor, verdade, justiça, compaixão, solidariedade. Por isso, já possuem na própria alma a presença do Reino de Deus, que para os outros é somente a miragem de um sonho distante.

O Concilio Vaticano II, 1965, no documento Lumen Gentium, número 40, diz que: “O Senhor Jesus, mestre e modelo divino de toda a perfeição, pregou a todos e a cada um dos seus discípulos, de qualquer condição que fossem, a santidade de vida, de que ele próprio é autor e consumador: “Sede perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celeste” (Mt 5,48). Enviou a todos o Espirito Santo para os mover interiormente a amarem a Deus com todo o coração, com toda alma, com toda a mente e com todas as forças (Mc 12,30) e a amarem-se uns aos outros como Cristo os amou (Jo 13,34). Os seguidores de Cristo, que Deus chamou e justificou no Senhor Jesus, não pelos seus méritos mas por seu desígnio e sua graça, foram feitos no batismo da fé, verdadeiros filhos de Deus e participantes da natureza divina, e por isso mesmo, verdadeiramente santos. Devem portanto, com a ajuda de Deus, conservar e aperfeiçoar na sua vida a santidade que receberam”.

O Apóstolo São Paulo (Ef 5,3) exorta os cristãos a viverem “como convém aos santos”, a revestirem-se “como eleitos de Deus, santos e prediletos, de sentimentos de misericórdia, de benignidade, de humildade, de mansidão e de paciência” (Cl 3,12), e a fazerem servir os frutos do Espírito para a santificação (Gl 5,22; Rm 6,22). É, pois, bem claro que todos os fiéis, seja qual for o seu estado ou classe, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Por esta santidade se promove, também na sociedade terrena, um teor de vida mais humano”. Portanto, “empreguem os fiéis as forças recebidas segundo a medida da dádiva de Cristo, para alcançar esta perfeição, a fim de que, seguindo seus exemplos, tornando-se conformes à sua imagem e obedecendo em tudo a vontade do Pai, se dediquem à glória de Deus e ao serviço do próximo. Assim, a santidade do povo de Deus crescerá, oferecendo abundantes frutos, como o demonstra brilhantemente, através da história da Igreja, a vida de tantos santos e santas”.

Dom José Gislon, OFMCap. – Bispo Diocesano de Caxias do Sul