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Vida Consagrada

“Vocação: graça e missão”

“Corações ardentes, pés a caminho”

No terceiro domingo do mês vocacional a Igreja Católica convida para voltar a atenção para a Vida Religiosa Consagrada. Falar para compreender o significado e a importância da Vida Religiosa para a Igreja e a sociedade. Rezar com os consagrados e por eles. Também despertar nos jovens o desejo vocacional de abraçaram este modo de vida. Também vivemos o Ano Vocacional que tem por tema: “Vocação: graça e missão” e por lema “Corações ardentes, pés a caminho”.

A Vida Consagrada comporta uma variedade muito grande de carismas, de formas de organização e de atividades realizadas. Em poucas palavras não se consegue dizer algo sobre cada uma das expressões da vida religiosa, mas todas elas têm em comum os conselhos evangélicos. Eles têm a sua origem nos ensinamentos e exemplos de Jesus Cristo tornando-se um sinal claro do Reino de Deus. A vida consagrada é definida assim pelo Código de Direito Canônico, cânon 573: “A vida consagrada pela profissão dos conselhos evangélicos é uma forma estável de viver, pela qual os fiéis, seguindo mais de perto a Cristo sob a ação do Espírito Santo, consagram-se totalmente a Deus sumamente amado, para assim, dedicados por título novo e especial a sua honra, à construção da Igreja e à salvação do mundo, alcançarem a perfeição da caridade no serviço ao Reino de Deus e, transformados em sinal preclaro na Igreja, preanunciam a glória celeste”.

Os religiosos ao professarem os conselhos evangélicos assumem como prioridade o cultivo da vida espiritual, por isso a oração é constante. A espiritualidade cristã de alimenta da Sagrada Escritura e da Sagrada Liturgia dos sacramentos, principalmente da Eucaristia, como também da Liturgia das Horas e outras formas de piedade e devoção.

Todos os religiosos professam solenemente os votos evangélicos de castidade, pobreza e obediência. O conselho evangélico da castidade é assumido “por causa do Reino dos céus” (Mt 19,12). É uma graça para permitir uma doação total às causas de Deus. É assumido livremente depois de fazer o discernimento. O conselho evangélico da pobreza é motivado pelo seguimento de Cristo rico que se fez pobre por nós, a fim de nos enriquecer com sua pobreza (2 Cor 8,9). Os religiosos ao colocarem em comum os bens e usá-los de forma parcimoniosa são um testemunho diante da avidez de possuir bens de forma ilimitada. O conselho evangélico de obediência, assumido com espírito de fé e amor no seguimento de Cristo obediente até a morte, é deixar-se guiar pela vontade de Deus que se manifesta através dos superiores.

A vida religiosa é uma vida fraterna, uma vida a ser levada em comum. “Os religiosos, como membros de Cristo, antecipam-se uns aos outros com atenções na intimidade fraterna (cf. Rom 12,10), carregando um o fardo do outro (cf. Gal 6,2). Assim, pelo amor de Deus difundido em seus corações graças ao Espírito Santo (cf. Rom 5,5), a comunidade, como verdadeira família reunida em nome do Senhor, alegra-se com a Sua presença. A caridade, porém, é a plenitude da lei (Rom 13,10) e o vínculo da perfeição (cf Col 3,14) (Perfectae caritatis n. 15).

No dia da celebração a Assunção de Nossa Senhora as palavras do Papa Francisco, para monjas, indicam Maria como modelo de esperança. “Aos pés da cruz, Maria é a mulher da dor e, ao mesmo tempo, da vigilante espera de um mistério, maior que a dor, que está para se cumprir. Tudo parece acabado; poderíamos dizer que toda a esperança se apagou. (…) Contudo, ela bem-aventurada, porque acreditou, dessa sua fé vê brotar um futuro novo e aguarda com esperança o amanhã de Deus. Às vezes penso: nós sabemos esperar o amanhã de Deus? Ou queremos o hoje? O amanhã de Deus é para ela o amanhecer da Páscoa, daquele dia que é o primeiro da semana”.

Dom Rodolfo Luís Weber – Arcebispo de Passo Fundo