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Vocação: uma riqueza a ser celebrada e homenageada

A Igreja Católica do Brasil celebra, em agosto, o Mês Vocacional. Uma prática que nasceu em 1981, quando a sugestão levada à assembleia dos bispos foi aprovada. Nessa mesma assembleia os bispos aprovaram a realização do 1º Ano Vocacional no país, cuja celebração ocorreu no ano de 1983. Hoje, 40 anos depois, a Igreja está celebrando seu 3° Ano Vocacional. A segunda edição foi em 2003, há 20 anos!

Talvez a pergunta mais curiosa seria esta: qual a razão para celebrar meses ou anos vocacionais?

Uma simples resposta poderia ser esta: “faz parte de nossa cultura humana”. De fato, ao olharmos o nosso calendário anual, percebemos as homenagens a pessoas, profissões, profissionais, produtos… Algumas vezes por interesses históricos, outras, para fazer marketing, e, claro, para valorizar um dom, uma vida, uma missão, uma vocação. O ano começa, por exemplo, com o “Dia da Paz”; festejamos, no decorrer do ano, o “Dia das Crianças”, o “Dia dos Pais”, “das Mães”, “dos Avós”; o “Dia do Médico”, “do Gari”, “do Profissional Liberal”; o “Dia do Milho”, “do Vinho”, “do Rádio”; E a lista é enorme, como bem sabemos!

O mês de agosto como mês vocacional veio para homenagear, em um único mês, todas as vocações. É como se organizássemos essas celebrações memoriais do ano em um único mês, fortalecendo vocações específicas ligadas diretamente ao serviço na Igreja Católica, ou seja, os diáconos, os padres, os bispos, as pessoas que fazem os votos de pobreza, castidade e obediência (consagrados e consagradas) e desempenham sua missão com profetismo e alegria, os cristãos leigos e leigas, catequistas, liturgos, músicos, administradores, atendentes… Uma lista também enorme!

Na dinâmica do mês vocacional, motivados por datas históricas e litúrgicas, celebramos a vocação dos diáconos, dos padres e dos bispos no primeiro domingo de agosto, este ano no dia 06. A memória do padroeiro dos padres, São João Maria Vianney, no dia 04, e a do padroeiro dos diáconos, São Lourenço, no dia 10, fez com que o primeiro domingo de agosto fosse direcionado à vocação deles, também designados “ministros ordenados”, por terem recebido o Sacramento da Ordem.

O segundo domingo de agosto recorda a vocação do pai. E, junto com ele, a da família, do matrimônio/casamento. Há uma semana intensa de reflexões e celebrações, onde podemos rezar e agradecer por esta vocação na Igreja e na sociedade. A Semana Nacional da Família, neste ano, vai de 13 a 19 de agosto. Pai, mãe, filhos, avós… não descuidemos desta vocação essencial na Igreja e na sociedade. Do berço familiar nascem todas as vocações!

A Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, que no Brasil é sempre no terceiro domingo de agosto, puxa a comemoração da vocação à vida consagrada para esse domingo específico. Mas, a exemplo da Semana da Família, também os consagrados e as consagradas celebram uma semana intensa de reflexões e celebrações. Este ano a Semana da Vida Consagrada vai de 20 a 26 de agosto. Nossa Senhora é modelo de servidora, pessoa sensível, uma vocacionada que acompanhou o filho, Jesus, em sua missão. É exemplo a todas as pessoas que desejam seguir o projeto de Deus, sobretudo com os votos de pobreza, castidade e obediência.

No último domingo de agosto, este ano dia 27, a Igreja celebra todas as demais vocações, aqueles e aquelas que exercem seus serviços na comunidade eclesial, com destaque à vocação dos catequistas, os educadores da fé.

Uma riqueza, sem dúvida, a ser celebrada e homenageada!

Dom Juarez Albino Destro, bispo auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre