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Novatos e experientes: Bispos gaúchos relatam a participação em Assembleias da CNBB


São 348 bispos na Assembleia Geral dos Bispos do Brasil e entre eles mais de 40 gaúchos, somando a comitiva do Regional Sul 3 e aqueles que atuam em outros Estados do Brasil. A 60ª AGCNBB conta com participantes experientes e também aqueles que chegam pela primeira vez ao encontro e vivem a novidade de uma Assembleia Nacional.

No grupo do Regional Sul 3 não é diferente. Há aqueles que já participaram de mais de 30 assembleias, como dom José Mario Stroeher, Bispo Emérito da Diocese do Rio Grande. Em nosso grupo, não há nenhum bispo que está pela primeira vez no encontro, mas para dom Bertilo Morsch, esta é a segunda assembleia.

Nomeado em 17 de maio de 2022 como Bispo Auxiliar de Porto Alegre, dom Bertilo acredita que a experiência é um momento forte de partilha e de convivência entre os bispos de todo o Brasil.

Reforça o nosso compromisso de ser Igreja, levando esta palavra de esperança, mas também sendo luz em situações de sombras e dificuldades que inevitavelmente vão aparecendo em meio as mais diversas situações, seja em face interna da própria Igreja como também essa presença da Igreja no mundo.

Confira o áudio na íntegra:

Apesar da experiência, cada assembleia é uma novidade

Dois experientes em assembleias gerais do Regional Sul 3 são dom Aloísio Dilli e dom Jaime Pedro Kohl, das Dioceses de Santa Cruz do Sul e de Osório, respectivamente.

Dom Aloísio, nomeado bispo em 2007, está pela 16ª vez na assembleia, incluindo 2021 e 2022, quando participou virtualmente. Para ele, “a Assembleia Geral da CNBB é de suma importância para a comunhão da Igreja no Brasil. Além da convivência com os irmãos bispos, aqui definimos as diretrizes da vida e missão da Igreja no Brasil. Além disso, os meios de comunicação, presentes nas celebrações no Santuário da Mãe Aparecida, nos colocam em comunhão com os fiéis de todo o país”, destaca dom Aloísio.

Dom Dilli, que está prestes a celebrar seus 75 anos no próximo 21 de junho, aponta que gostaria de continuar participando da Assembleia Geral como bispo emérito, “se a saúde permitir”, acrescenta.

Semelhante ao colega de episcopado, dom Jaime Kohl também lembra que a primeira assembleia que participou foi em 2007, logo no ano seguinte de sua ordenação episcopal. “Então, eu já participei de 15 Assembleias da CNBB. A 1ª foi a de 2007, quando tinha apenas acontecido a Conferência de Aparecida”.

Segundo dom Jaime, cada ano é um aprendizado. Sempre chegando novos bispos e alguns que já não vem mais. Sempre tem algo novo. Novos documentos. A cada 4 anos novas diretrizes e novas eleições para a presidência e comissões. Esse ano também deveremos repetir essa experiência, já que essa 60ª Assembleia é eletiva. Estou cada ano mais tranquilo pois se vai fazendo experiência, acostumando com as dinâmicas.

O Bispo Diocesano de Osório também vê a assembleia como uma oportunidade importante de atualização e renovação espiritual. “Passar 9 dias no ambiente do Santuário é um recarregar as baterias, como costumamos dizer”, finaliza dom Jaime.

A 60AGCNBB encerra na próxima sexta-feira, 28 de abril. Na programação dos próximos dias estão contemplados diversos pontos de pauta como o Regimento da CNBB, o Sínodo sobre Sinodalidade, o Retiro dos Bispos e as eleições para a Presidência Nacional e Regional, além dos Presidentes das Comissões Episcopais.

CNBB Sul 3