Artigos, Bispos › 26/06/2020

A Oração, força da Igreja

“Naqueles dias, o rei Herodes maltratou alguns membros da Igreja. Mandou matar a espada Tiago, irmão de João, e, vendo que tal procedimento agradara aos judeus, mandou também prender Pedro”, nos diz a 1ª Leitura desta Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo (Atos 12,1-11). Depois de ter mandado decapitar São Tiago Maior, Herodes mandou prender São Pedro. Qual era o crime deles para serem assim tratados? O de amarem e seguirem Jesus Cristo.

Antes, tinham proibido Pedro e João de falarem do nome de Jesus e açoitaram-nos, quando estavam pregando no Templo, depois de terem curado o coxo de nascença. Mas eles responderam corajosamente. “Não podemos deixar de anunciar Jesus Cristo.” A Igreja foi sempre perseguida e pelo mesmo motivo: amar, seguir e anunciar Jesus Cristo, o Salvador do mundo.

Durante vários séculos do Império Romano, até ao ano 313, era crime ser cristão. Muitos foram metidos na prisão e martirizados no Coliseu, nos Jardins de Nero, onde hoje está a Basílica de São Pedro, e por todo o império. Nos tempos mais próximos de nós, foi perseguida no México e em Espanha. Durante a guerra dos cristeros, no México, sobretudo desde 1924 até 1929; e desde 1931 até ao fim da Guerra Civil espanhola, muitos mártires deram a vida por Cristo. Nos dias de hoje, em muitos lugares do mundo, é um crime ser católico. Professar a fé católica significa a garantia de uma perseguição, do exílio e até da morte. A razão da perseguição é sempre a mesma: proibição de ensinar a doutrina cristã, seguir e amar Jesus Cristo. De novo a perseguição se abate sobre os cristãos de várias partes do mundo, sob a capa do laicismo. Os cristãos sentem-se tratados como estranhos na própria terra. Obrigam a retirar os sinais religiosos das escolas e de outros edifícios e promulgam leis em oposição clara à Lei de Deus. Hoje há uma pressão generalizada sobre as pessoas que querem ser fieis a Jesus Cristo, ao viverem os valores cristãos, especialmente os da maternidade, da honestidade de vida e da fidelidade ao matrimonio.

Que devem fazer os cristãos perante a perseguição? Como os primeiros cristãos: Viverem fieis na vida e na doutrina a Jesus Cristo, como Pedro, e orar como os primeiros cristãos para que Deus ajude os perseguidos, enchendo-os de fortaleza. Os primeiros cristãos compreendiam bem como haviam de se comportar em relação aos pastores da Igreja. Todos oravam incessantemente, para obterem a libertação de Pedro. Ao mesmo tempo, socorriam os fieis que eram encarcerados por causa da sua fé. Levavam-lhes a Sagrada Comunhão e procuravam confortá-los como verdadeiros irmãos na fé.

Amar o Papa e os Pastores em comunhão com ele é uma consequência do nosso amor à Igreja. Este amor manifesta-se em ouvi-lo, seguir a doutrina de Cristo que ele nos ensina e em orar por ele.

Neste dia, o Dia do Papa, oremos pelo Papa Francisco, para que seja sempre fiel, como o foi São Pedro e para que cumpra com fidelidade a Missão que lhe foi confiada por Deus, no governo da Igreja.

Dom Antônio Carlos Rossi Keller – Bispo de Frederico Westphalen