Artigos, Bispos › 27/08/2021

Aprender e viver o que agrada a Deus

Saudamos fraternalmente todos os irmãos e irmãs ouvintes da Voz da Diocese e com muito carinho e gratidão, a todas (os) as (os) catequistas neste dia que recordamos esta bonita missão na Igreja, estando ainda no espírito do mês vocacional.

A liturgia deste 22º Domingo do tempo Comum nos convida ao cumprimento da vontade de Deus expressa em sua Palavra. Servir a Deus vivendo os mandamentos e praticando a justiça e a Palavra ouvida rompendo com a exterioridade.

Na primeira leitura Moisés exorta o povo de Israel a viver na fidelidade aos mandamentos do Senhor, praticando a justiça que conduz a um caminho que agrada a Deus.

São Tiago apresenta como é possível viver segundo a Palavra do Senhor e indica o que fazer: “Sede praticantes da Palavra e não meros ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. [ …] assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações e não se deixar contaminar pelo mundo”. Isto é que conduz à salvação.

No Evangelho, os fariseus e os mestres da lei questionam Jesus porque os seus discípulos não seguem as tradições dos antigos seguindo as regras de purificação antes das refeições. Então Jesus coloca para longe a vivência na exterioridade, na formalidade e lhes responde: “Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. Mostra como é importante conhecer qual é a vontade de Deus e seus ensinamentos e não apenas cumprir leis e mandamentos. Viver a partir do coração é o que agrada ao Senhor.

Aprendemos as coisas de Deus desde criança, graças aos pais, primeiros catequistas e muitos homens e mulheres que se dedicam em nossas comunidades no ensino da catequese.

Dada esta importância, o Papa Francisco instituiu neste ano o Ministério do Catequista, mostrando o valor que estes têm para a missão da Igreja. Ele diz: “Toda a história da evangelização destes dois milênios manifesta, com grande evidência como foi eficaz a missão dos catequistas. Bispos, sacerdotes e diáconos, juntamente com muitos homens e mulheres de vida consagrada, dedicaram a sua vida à instrução catequética, para que a fé fosse um válido sustentáculo para a existência pessoal de cada ser humano. Além disso, alguns reuniram à sua volta outros irmãos e irmãs, que, partilhando o mesmo carisma, constituíram Ordens religiosas totalmente dedicadas ao serviço da catequese. Não se pode esquecer a multidão incontável de leigos e leigas que tomaram parte, diretamente, na difusão do Evangelho através do ensino catequético. Homens e mulheres, animados por uma grande fé e verdadeiras testemunhas de santidade, que, em alguns casos, foram mesmo fundadores de Igrejas, chegando até a dar a sua vida. Também nos nossos dias, há muitos catequistas competentes e perseverantes que estão à frente de comunidades em diferentes regiões, realizando uma missão insubstituível na transmissão e aprofundamento da fé. A longa série de Beatos, santos e Mártires catequistas que marcou a missão da Igreja, merece ser conhecida, pois constitui uma fonte fecunda não só para a catequese, mas também para toda a história da espiritualidade cristã”. (Antiquum ministerium, 3)

“Ser catequista é semear a esperança com gestos e palavras e levar a todas as pessoas a mensagem salvadora do amor” em todos os tempos e lugares. É ensinar a viver o que agrada a Deus. Assim, manifestamos a você que é catequista, nossa gratidão pela sua disponibilidade e dedicação na orientação de nossos catequizandos e pelo seu testemunho de entrega na vida da comunidade paroquial na qual você está inserido (a). Parabéns pelo seu dia e que Deus conceda muitas bênçãos em seu ministério.

Dom Adimir Antonio Mazali – Bispo Diocesano de Erexim