Artigos, Bispos › 09/08/2019

CRISTO VIVE!

Hélio Adelar Rubert – 10/08/2019.

 

Após a realização do Sínodo dos jovens, o Papa Francisco escreveu a Exortação Apostólica Pós-sinodal intitulada: “CRISTO VIVE”. É destinada para os jovens e para todo o Povo de Deus.

Lendo e estudando esta Exortação, fiquei impressionado com o amor do Papa ao se relacionar com os jovens. Usa um linguajar direto, atualizado, simples e corajoso. Inicia com estas palavras: “Cristo vive: é Ele a nossa esperança, e a mais bela juventude deste mundo! Tudo o que Ele toca, se torna jovem, se torna novo, se enche de vida. Por isso, as primeiras palavras que quero dirigir a cada um dos jovens cristãos são: Ele vive e te quer vivo!” (nº 1).

A Exortação possui 9 capítulos com temas muito interessantes: – O que a Palavra de Deus diz sobre os jovens? – Jesus Cristo sempre jovem – Vocês são o agora de Deus – O grande anúncio para todos os jovens – Caminhos de Juventude – Jovens com raízes – A pastoral dos jovens – A vocação – O discernimento.

O Papa Francisco sugere que a Pastoral Juvenil seja sinodal, isto é, forme um “caminhar juntos”. Isto implica uma valorização dos carismas que o Espírito concede de acordo com a vocação e o papel de cada batizado, membro da Igreja. O Papa vê a Igreja como um maravilhoso poliedro que acolhe e reflete a beleza dos carismas e vocações. A Igreja pode “atrair os jovens precisamente porque não é uma unidade monolítica, mas uma rede de dons variados que o Espírito derrama incessantemente nela, tornando-a sempre nova apesar de suas misérias” (nº 207).

Nas grandes propostas de ação, o Papa Francisco afirma que “devemos privilegiar a linguagem da proximidade, a linguagem do amor desinteressado, relacional e existencial que toca o coração, a vida, desperta esperança e desejos. É necessário aproximar-se dos jovens com a gramática do amor, não com o proselitismo” (nº 211).

Para todos aconselho a leitura e estudo da Exortação Apostólica: “Cristo Vive!” É preciosa para a realidade juvenil de nosso tempo. “Queridos jovens: a Igreja necessita de seu entusiasmo, suas intuições, sua fé. Nos fazem falta! E quando chegarem onde nós ainda não chegamos, tenham paciência de esperar por nós” (nº 299).