Artigos, Bispos › 28/04/2020

Dia Mundial das Vocações

Dia 3 de maio é o 57º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. O Papa Francisco dedicou uma Carta aos Sacerdotes tendo como pano de fundo o texto evangélico que narra o que aconteceu a Jesus e a Pedro durante uma noite de tempestade no lago Tiberíades (cf. Mt 14, 22 – 33). A imagem dessa travessia do lago reflete os riscos e perigos na vida humana. O Senhor caminha sobre as águas agitadas e vai ao encontro dos discípulos e convida Pedro a ir ao encontro d’Ele sobre as ondas e salva-o quando o vê afundar. Depois sobe no barco e faz cessar o vento.

Na aventura da vida Jesus quer mostrar aos seus discípulos de hoje que não estão sozinhos. Por isso o Papa Francisco usa 4 palavras chaves: tribulação, gratidão, coragem e louvor. A tribulação são as situações que todos vivem no mar da vida, da família, da sociedade, da vocação e do ministério.

A palavra gratidão nasce do olhar amoroso com que o Senhor vem ao encontro da pessoa e chama-a para uma vocação e missão. O ser humano sente-se amado e, por isso, responde com gratidão.

“Quando os discípulos veem aproximar-Se Jesus caminhando sobre as águas, começam a pensar ser um fantasma e assustam-se. Mas Jesus os tranquiliza com uma palavra que deve acompanhar sempre a nossa vida e o nosso caminho vocacional: “Coragem! Sou Eu! Não temais!” (Mt 14, 27). Esta é precisamente, diz o Papa, a palavra que gostaria de vos deixar: coragem. “O Senhor sabe que uma opção fundamental de vida, exige coragem”.

O Papa Francisco motiva os sacerdotes a nunca desanimar dizendo: “A fé permite-nos, apesar das nossas fragilidades e limitações, caminhar ao encontro do Senhor Ressuscitado e vencer as próprias tempestades. Pois Ele estende-nos a mão, quando por cansaço ou medo, corremos o risco de afundar e dá-nos o ardor para viver a nossa vocação com alegria e entusiasmo”.

Por fim o Papa exorta: “… mesmo no meio das ondas, abre-se o louvor. Esta é a última palavra da vocação, e pretende ser também o convite a cultivar a atitude interior de Maria Santíssima: agradecida pelo olhar que Deus pousou sobre Ela, superando na fé medos e perturbações, abraçando com coragem a vocação, Ela fez da sua vida um cântico eterno de louvor a Deus… Que Ela nos acompanhe e interceda por nós”!

Dom Hélio Adelar Rubert – Arcebispo de Santa Maria