Artigos, Bispos › 09/05/2019

Mãe: uma escolha de vida!

Por Dom Leomar Brustolin, bispo auxiliar de Porto Alegre.

Todo ser humano deve sua vida a uma mãe. Por ocasião do Dia das Mães, multiplicam-se gestos e palavras que expressam o carinho e amor dos filhos. Entretanto, no cotidiano é preciso ir além das homenagens, pois permanece o desafio de reconhecer melhor a responsabilidade delas. Na pluralidade das experiências, é possível compreender a maternidade por diferentes ângulos:  desde a mãe que acompanha seu esposo na criação dos filhos, a mãe que gerou em seu coração a criança adotiva, a mãe que criou sozinha e tantas outras formas de exercer essa nobre missão. Igualmente, não há uma forma única de compreender-se filho. Entretanto, para refletir sobre o significado da maternidade em nossos dias, recolhemos algumas afirmações do Papa Francisco que ajudam a alargar nosso reconhecimento a todas as mães.

Ser mãe, numa sociedade de contrastes, é crer que a vida é mais forte e a capacidade de esperar dias melhores se renova a cada criança que nasce. Uma mãe é capaz de testemunhar que a vida do outro sempre tem dignidade e sacralidade; trata-se de um antídoto contra o individualismo egoísta. Para o Papa Francisco, “uma sociedade sem mães seria uma sociedade inumana, porque as mães sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a entrega, a força moral”. A maternidade é uma experiência que humaniza.

Ser mãe não significa somente colocar um filho no mundo, é uma escolha de vida; uma opção de gerar, cuidar e fazer crescer os filhos. O que impele é a força do amor. Uma mãe sabe acompanhar com discrição e ternura o caminho dos filhos e, até quando erram, procura o modo de compreendê-los, para estar próxima e prestar ajuda.

São Tomás de Aquino escreveu que é próprio da caridade querer mais amar do que querer ser amado. Este princípio fica evidente na maternidade. De fato, em geral, as mães são as que procuram mais amar do que ser amadas. Nesse amor gratuito, há até aquelas que chegam a dar a vida para que seus filhos vivam, seguindo o que Jesus ensinou: “não há maior amor do que dar a vida” (Jo 15,13).

E às mães cristãs, vale recordar do valor de rezar incessantemente pelos seus filhos, como fez Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho. Por suas orações, as mães acompanham seus filhos até mesmo quando os desafios parecem retirar-lhes toda esperança. Mãe entende o que significa confiar no filho e esperar que supere todas as dificuldades. 

Enfim, é necessário agradecer às mães pelo que são para seus filhos, para a família e para o mundo. São a expressão de que o amor vale a pena!