Novos agentes da Pastoral Carcerária do RS participam de formação sobre presença, justiça e esperança no cárcere

Entre os dias 15 e 17 de maio, o Centro de Espiritualidade Padre Arturo (CEPA), em São Leopoldo (RS), sediou a edição anual da Formação para Novos Agentes da Pastoral Carcerária do Rio Grande do Sul (PCr/RS). O encontro reuniu futuros agentes de 12 arqui/dioceses gaúchas: Caxias do Sul, Montenegro, Novo Hamburgo, Osório, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Uruguaiana e Vacaria.

A programação teve início na noite da sexta-feira, 15 de maio. A assessora de Justiça Restaurativa e Comunicação da Pastoral Carcerária do RS, Evanice Luiza Diedrich Schroeder, conduziu a primeira reflexão. Ela detalhou a abordagem da Justiça Restaurativa, destacando a metodologia da Escola do Perdão e da Reconciliação. Para estreitar os laços entre os participantes, os novos agentes vivenciaram um círculo de construção de paz, focado na conexão e no fortalecimento mútuo, encerrando a noite em clima de oração.

O sábado, 16 de maio, iniciou com a oração do Ofício Divino das Comunidades. Logo após, a coordenadora estadual da PCr/RS, irmã Marta Maria Godoy, sublinhou as dimensões da Pastoral como uma presença viva de escuta e esperança para as pessoas privadas de liberdade. Na sequência, assessor nacional da Ação Sociotransformadora da CNBB, o padre Edson Thomassim, apontou a relevância da Pastoral Carcerária e como ela se insere de forma prioritária nos ambientes eclesiais.

Ao longo da manhã o sociólogo Cesar Goes apresentou um panorama econômico, político e social, evidenciando os fatores que contribuem para o encarceramento massivo de jovens, pobres e negros no país. A assessora jurídica da Pastoral Carcerária do RS, Sinara Porto Fajardo, detalhou o percurso legal dos apenados dentro das unidades prisionais e os seus direitos básicos garantidos por lei. Já Fátima Justina Dambrós, ex-assessora de Saúde no Cárcere, apontou dados sensíveis e debateu as condições e vulnerabilidades específicas da população feminina privada de liberdade.

Na tarde de sábado, os novos agentes participaram de oficinas com sociodramas (dramatizações) simulando as visitas religiosas às casas de detenção, com a assessoria e as contribuições do padre Edson Thomassim. O dia foi encerrado com a celebração Mariana, conduzida por Anna Maria Rizzante Gallazzi, seguida por um momento de confraternização.

O domingo, 17 de maio, iniciou com a Celebração Eucarística da Ascensão do Senhor, presidida pelo padre Edson, que também apresentou a história e o carisma do CEPA — um espaço guiado pela simplicidade, participação e partilha. A assessora de formação, Anna Maria Rizzante Gallazzi, aprofundou a mística e a fundamentação bíblica que ilumina o olhar da Pastoral Carcerária: ver o próprio Cristo no irmão e na irmã que sofrem atrás das grades.

A atividade, que foi concluída com o almoço de confraternização, tem o apoio do Fundo de Solidariedade do Regional Sul 3 da CNBB, em parceria com o CEPA e o Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI).

Com informações e fotos Evanice Luiza Diedrich Schroeder, da comunicação da Pastoral Carcerária