Notícias › 27/04/2021

Observatório de Bioética debate idosos e redes sociais

O Observatório de Bioética do Regional Sul 3 da CNBB realizou no último dia 15 uma live com o Bio-Tema: Idosos e redes sociais. O encontro foi ministrado professor Adriano Pasqualotti, doutor em informática na educação e docente do Programa de pós-graduação em Envelhecimento Humano e da Universidade de Passo Fundo (UPF), Passo Fundo. A live foi mediada pelo professor Nadir Antonio Pichler, doutor em filosofia e coordenador do Observatório de Bioética, Polo Passo Fundo.

O evento teve a participação de membros do Observatório de Bioética do Regional Sul 3, mestrandos e doutorandos em Envelhecimento Humano e outros convidados, com um debate profícuo acerca dos desafios, perigos e benefícios da temática nos próximos anos e décadas.

Segundo o professor Adriano, o acesso as redes sociais aumentou muito nos últimos meses devido a pandemia do covid-19. Ele ressaltou que grande parte da população brasileira e principalmente das pessoas idosas ainda não têm acesso adequado às condições tecnológicas da internet e da tecnologia da informação. Porém, acredita que nos próximos anos, o acesso as redes e a internet vai se tornar cada vez mais democrático e fácil, porque a tendência do mundo digital caminha para isso, com mudanças substanciais no trabalho, no relacionamento, na formação de valores éticos e democráticos, etc. O assessor citou como exemplo um estudo em que uma pessoa idosa católica se comunicou do hospital com o sacerdote via tablet.

Na discussão também foi mencionado que, se de um lado existem as maravilhas de comunicação com a internet e as redes sociais, por outro, todos os nossos dados e postagens permanecem disponíveis para as empresas digitais, como Google e Facebook, com possibilidade de se apropriarem de nossas informações, via algoritmos, para nos manipular, para consumir, votar, a exemplo das eleições americanas em 2016 e brasileiras em 2018.

Enfim, o professor Adriano é um entusiasta das redes sócias e procurou destacar, acima de tudo, seus benefícios de comunicação e relacionamento com as pessoas idosas.

Contribuição: Nadir Antonio Pichler