Presidente do Regional Sul 3 participa, no México, do Congresso Teológico-Pastoral sobre o Acontecimento Guadalupano
O arcebispo metropolitano de Santa Maria, presidente da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB e presidente do Regional Sul 3 da CNBB, dom Leomar Antônio Brustolin participou como assessor convidado do Congresso Teológico-Pastoral sobre o Acontecimento Guadalupano, realizado entre os dias 24 e 26 de fevereiro de 2026, na Cidade do México. O evento, que reuniu teólogos, bispos, especialistas e líderes eclesiais de várias partes das Américas, teve como objetivo refletir sobre o legado de Nossa Senhora de Guadalupe e os desafios da evangelização no contexto atual.
Como membro e assessor do evento, dom Leomar compartilhou suas reflexões sobre a universalidade do Acontecimento Guadalupano, destacando como esse evento transcende as fronteiras do México e continua a ser um pilar fundamental da evangelização para os povos das Américas. Em seu discurso, o arcebispo abordou a importância cristocêntrica de Guadalupe, afirmando que, embora Maria de Guadalupe seja central, é em Cristo que se encontra a verdadeira mensagem de salvação. “Maria, em Guadalupe, não ocupa o lugar de Deus, mas cria o espaço para que Deus seja reconhecido como Pai, oferecendo sua misericórdia em lugar da violência”, explicou.
Ele também ressaltou a relevância de Guadalupe para a evangelização inculturada, especialmente no que diz respeito à atenção aos marginalizados, como os pobres e os indígenas.
O congresso, que contou com a presença de organismos eclesiais de renome, visou aprofundar o significado teológico e pastoral do Acontecimento Guadalupano e fortalecer os laços eclesiais entre as Igrejas das Américas. Ao final de sua participação, dom Leomar destacou a importância de uma formação cristã que vá além da doutrina, chamando a atenção para uma “mistagogia querigmática” capaz de promover um verdadeiro encontro com Cristo, transformando a vida dos fiéis. “Evangelizar não é apenas transmitir conteúdo, é proporcionar uma vivência que toque o coração, ilumine a mente e transforme a existência”, concluiu o arcebispo.