Notícias › 10/03/2020

Província dos Palotinos celebra 80 anos

Os padres e irmãos palotinos celebraram no último dia 07 de março em suas comunidades e paróquias, os 80 anos da Província Nossa Senhora Conquistadora. A Província, que tem sede em Santa Maria, celebrou seu Jubileu de Carvalho em diversos locais em que a congregação está presente.

O padre Airton Dallazen, palotino residente em Porto Alegre, explica que “os Jubileus são ocasiões para celebrar a vida e as obras. Para isso é preciso conhecê-las. Existem muitos documentos, monumentos, livros, artigos e testemunhos que auxiliam nessa tarefa”.

Atualmente, a Província Nossa Senhora Conquistadora abrange os estados do Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Rondônia, Maranhão e Paraná, além de alguns membros residentes nos Estados Unidos da América e na Itália.

Com 143 membros entre padres e irmãos, a província é uma das quinze que atualmente compõem a Sociedade do Apostolado Católico, abreviada SAC. Antes de se tornar Província, ela cumpriu três estágios anteriores. Foi sucessivamente Missão, Distrito, Região e, finalmente, Província. Entende-se por que a Província tem “só” 80 anos, visto que os palotinos completarão em abril 185 anos de fundação e 134 de presença no Brasil.

A Congregação

O fundador dos palotinos é São Vicente Pallotti. Ele nasceu em Roma, em 21 de abril de 1795, e faleceu na mesma cidade, no dia 22 de janeiro de 1850. Foi beatificado, em 22 de janeiro de 1950, pelo Papa Pio XII e canonizado, em 20 de janeiro de 1963, pelo Papa São João XXIII.

Pallotti nunca chamou a sua fundação de “Palotinos” ou “Palotinas”. O nome que ele a chamou foi Pia União do Apostolado Católico. A literatura palotina situa a primeira inspiração de São Vicente Pallotti no dia 09 de janeiro de 1835, logo após a missa celebrada na Igreja Santo Espírito. Ela foi aprovada pelo Cardeal Vigário Carlos Odescalchi, no dia 04 de abril, e pelo Sumo Pontífice Gregório XVI, com reescrito, em 11 de junho do mesmo ano.

Era formada por homens e mulheres, como o próprio Vicente Pallotti e a recentemente beatificada Beata Elisabetta Sanna, em 17 de setembro de 2016. O milagre, reconhecido pela Igreja para sua beatificação, aconteceu no Brasil.  No dia 18 de maio de 2008, a jovem Suzana Correia da Conceição foi completamente curada de uma atrofia muscular do braço e da mão direita.

Os palotinos chamam-se assim, portanto, não por causa da vontade do fundador ou por causa do nome da Sociedade, da Congregação ou mesmo da União. São chamados assim pelos cristãos que veem neles, sejam homens ou mulheres, a figura de seu fundador, São Vicente Pallotti. O processo é muito semelhante ao nome dos próprios cristãos. Não foi Jesus Cristo quem chamou cristãos aos seus discípulos. Foi em Antioquia que o povo percebeu que uns recém-chegados na cidade falavam tanto em Cristo e o procuravam imitar tanto que lhes deu o apelido de cristãos.

Pallotti reuniu um grupo de pessoas porque percebeu a urgência de reavivar a fé e de reacender a caridade para levar todos à fé em Cristo. Para isso ele julgou indispensável garantir a colaboração e a união de todos para promover mais eficazmente a missão apostólica da Igreja. A virtude da caridade é quem impulsiona (comove) os cristãos à missão.

As três fundações originais de Pallotti, a saber: a Sociedade do Apostolado Católico, a Congregação das Irmãs do Apostolado Católico e a Congregação das Irmãs Missionárias do Apostolado Católico, são todas posteriores e relacionadas à fecunda União do Apostolado Católico.

Fonte: Palotinos