ROMARIAS › 02/09/2019

Romaria da Terra: Equipe realiza encontro no local do evento

Mais um importante passo foi dado na organização da 43ª Romaria da Terra que, em 2020, será na Diocese de Cruz Alta. No sábado, (31/08), a equipe organizadora – representantes da Diocese e CPT estadual – esteve reunida em Mormaço, no Parque municipal Wonio Koening, local em que será realizado evento. Esta foi a terceira ampliada, oportunidade em que foi visualizado o espaço, aprofundado o tema central desta edição e outros encaminhamentos, como: a elaboração do subsídio preparatório para a romaria, aprovação do cartaz e formação de comissões para os diversos serviços.

A Romaria da Terra será no dia 25 de fevereiro de 2020, com o tema: “O bem-viver no campo e na cidade” e lema: “Dá-me de beber” (Jo 4,7 ). Serão 2,7 km de caminhada entre a comunidade São João dos Prolos e o Parque Municipal, para o qual são esperados romeiros de todas as dioceses do Regional Sul 3.

Conforme o Padre Aldecir Corassa, Coordenador de Pastoral, a expectativa é muito positiva, visto a preparação e envolvimento de muitas pessoas para que a romaria possa acontecer da melhor forma possível. “Certamente, será um momento belíssimo para a Diocese de Cruz Alta e todas as que participarem. Estamos empenhados, motivados para que possa acontecer uma grande romaria da terra”, diz o Pe. Aldecir.

O Padre Tiago Megier, Pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, está otimista com a Romaria da Terra e acredita que o acesso facilitado do município de Mormaço contribuirá para a participação de muitos romeiros, vindos de todas as dioceses do estado. “Acredito que será um grande evento para o município e para nossa Igreja católica”, destaca.

Otimista, também, está o Prefeito Municipal de Mormaço, Rodrigo Trindade. Segundo ele, tanto o acesso à cidade, quando a infraestrutura do parque, facilitará a participação e acolhida dos romeiros. “Será uma satisfação para nós, enquanto município, em receber aos fiéis romeiros de todo o estado, em nosso município, no parque. Serão todos muito bem-vindos”, salienta.

Para Dom Adelar Baruffi, Bispo Diocesano, o caminho de construção da romaria é até mais importante que o dia do evento, pois “é quando vamos construindo, com consciência e determinação, caminhos que visam e contribuem para o bem comum no campo e na cidade”, destaca. O Bispo reforça que este bem comum é para todos, como nos pede Papa Francisco em sua carta, Laudato Si. “Desejo que de fato nós possamos continuar esta caminhada bonita que já iniciou, também, nas comunidades”.

 

Elementos do cartaz

O bem-viver no campo e na cidade, tema central desta edição, é representado no cartaz através de elementos da natureza: o céu, o sol, a água e o verde, na terra fértil em que se planta e colhe os alimentos.

Ao fundo a representação do campo ao lado da representação da cidade, unidas pela Cruz, símbolo da Romaria da Terra. Dentro deste cenário é que podemos observar alguns símbolos e cores predominantes, como: o céu azul, que nos remete ao divino, a sacralidade, a perenidade. Ele traz a cor azul, que também, nos traz a tranquilidadeserenidade e harmonia, que é o que desejamos para o bem-viver.

A predominância da cor verde representa esperança, a liberdade, a saúde e vitalidade. O verde simboliza a natureza e, junto aos demais elementos, nos mostra, harmonicamente, a beleza da nossa casa comum, reforçando a importância do equilíbrio, da preservação do meio ambiente, usando de forma conscientemente os recursos naturais que existem em nosso planeta.

Campo e cidade também recebem um abraço do sol, que ilumina ambos, igualmente. O Sol simboliza a luz norteadora dos seres vivos. Assim como a luz do sol, Deus também está presente em todos os ambientes. O mesmo sol que ilumina o campo e a cidade, o que faz a reflexão de que todos estamos no mesmo planeta e que a responsabilidade de preserva-lo é de todos nós.

A frente, apresentamos a família, como base que educa para que cada geração entenda o seu papel no mundo e na sociedade, como parte de um todo.

A água que jorra do poço nos lembra que o homem não vive sem água, seja para se alimentar ou para se purificar. Também, o Novo Testamento, nos apresenta Cristo como o novo templo ou a nova rocha, da qual brota a água viva e espiritual que é o espírito de Deus: “Se alguém tem sede venha a mim e beba!” Diante disso, podemos dirigir a Cristo, juntamente com a Samaritana, essa invocação: “Senhor, dá-me dessa água!” (João 4,15).

Os alimentos representam a produção e o sustento do trabalhador rural e urbano, pois todos se alimentam com o que a terra dá.

Por fim, o detalhe do formato do desenho que reúne todos os elementos nos lembra o mapa do Rio Grande do Sul estilizado, como forma de representação do nosso estado, nosso Regional Sul 3.