Artigos, Bispos › 07/10/2019

SANTA IRMÃ DULCE

+ Hélio Adelar Rubert – 12/10/2019.

 

A primeira santa brasileira, Irmã Dulce, conhecida como “o Anjo bom da Bahia”, será canonizada em Roma neste Domingo dia 13 de outubro de 2019. O Papa Francisco presidirá a celebração de canonização da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, na Praça de São Pedro em Roma, às 10 horas.

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, nasceu em Salvador na Bahia aos 26 de maio de 1914. Após se tornar professora em 1933, ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus na cidade de São Cristóvão (SE). Depois, foi enviada para Salvador onde fundou o Círculo Operário da Bahia para dar assistência aos pobres e doentes. Conta-se que usou até o galinheiro do Convento Santo Antônio, onde vivia, para acolher doentes. Trabalhou em vários projetos de promoção humana e criou as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), que hoje é um grande complexo de saúde com atendimento gratuito.

Irmã Dulce faleceu em março de 1992. Durante sua vida, deixou-se conduzir pelo Espírito do Senhor. Sua relação íntima e amorosa com Deus levou-a para o caminho da santidade. Os frutos dessa relação, ao longo de sua vida, são agora reconhecidos publicamente pela Igreja e colocados como modelo para os seguidores de Jesus. Era admirada, louvada e procurada por multidões, porém carregou uma pesada cruz e passou por um longo e silencioso martírio: 1º) “Deus lhe deu um coração sensível, capaz de se condoer com a situação dos pobres. Ela então sofria porque, por mais que os ajudasse, via que mais lhe restava por fazer. 2º) Deus permitiu que sua saúde fosse frágil. Como ela sentia a força de Cristo em seu coração, esquecia-se de seus próprios sofrimentos,para debruçar-se sobre a dor dos pobres que encontrava ou que a procuravam. 3º) Deus lhe concedeu um coração ousado, capaz de dar passos que o bom senso humano não recomendaria; por isso precisou enfrentar incompreensões e sofrimentos” (Dom Murilo Krieger, SCJ).

Qual o legado de Santa Irmã Dulce? O imenso legado prático foi uma importante obra social na qual se revela o rosto de Jesus a todos. Somos todos chamados a dar aos necessitados, não somente pão, remédio e cura física, mas o rosto de Jesus Cristo, pelo qual Irmã Dulce viveu, trabalhou e sofreu.

Santa Irmã Dulce dos Pobres, rogai por nós!