O rosto de Deus

A fé desvenda-se no caminho e acompanha os nossos passos na história. Fé significa aceitar em colocar em dúvida as próprias certezas para dar crédito a voz de Jesus que diz “vem”. Deus vem ao nosso encontro e nos chama. Como Pedro se arriscou, indo ao encontro de Jesus, sempre há o risco da dúvida. Nesta hora é preciso gritar “Senhor, salva-me”. O Senhor estende a mão. Mas qual mão? Por exemplo, a celebração dominical da Eucaristia, a oração silenciosa, a escuta da Palavra de Deus, a participação na comunidade. Pedimos ao Senhor que sempre encontremos a sua mão estendida no caminho da nossa história. Ao mesmo tempo, que também a nossa mão estendida ajude os outros a caminhar através das águas da nossa história. Descubramos o rosto de Deus nas pequenas ações de amor.  

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Pastores generosos, modelos para o rebanho

Pedro assimilou bem o espírito de Jesus, o Pastor Supremo, e sua exortação ressoa com relevante atualidade: “Tomem conta do rebanho de Deus que lhes foi confiado, cuidando dele, não por obrigação, mas de livre e boa vontade, como Deus quer; não por vantagens vergonhosas, mas com generosidade; não como donos daqueles que lhes foram confiados, mas como modelos para o rebanho” (1ª Carta de Pedro 5,2-3).

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Entre a Síndrome de Babel e o chamado à Sinodalidade

O mês vocacional vem recordar de nosso chamado à missão, ao cuidado da vida, ao anúncio do projeto de Deus, que é amor. Isso vale para cada um de nós, membros da Igreja, pelo batismo, mas também vale para todas as comunidades eclesiais, que são comunidades vocacionais. “Enquanto as novas redes econômicas e tecnológicas podem gerar exclusão, isolamento e dependências, a Igreja alimentada pela Eucaristia é chamada a mostrar outro critério, preservando os vínculos, devolvendo voz aos que não são vistos e orientando os processos para a dignidade das pessoas (MH, n. 235). Assim como o chamado de Deus é permanente, a conversão das relações, dos processos e dos vínculos também é. Isso nos recorda o Documento Final do Sínodo, um texto essencialmente vocacional. Uma Igreja Sinodal é uma Igreja que chama, sempre, através do Espírito Santo, à conversão, para formarmos um povo de discípulos missionários.

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Quando a soberania de um povo corre perigo

É claro que Jesus não se identificou com um grupo político específico, e é verdade que os cristãos não podem fazê-lo em nome da fé. Mas Jesus Cristo não se omitiu nem se acovardou quando se tratou de defender a soberania dos seus conterrâneos e de todos os grupos que tinham sua dignidade ameaçada pelas elites nacionais ou pelos poderes externos. E, aqui, os Jesuítas fizeram o mesmo para defender os povos nativos.

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