CNBB SUL 3 › 02/05/2022

Visita Ad Limina: um olhar para a realidade da Igreja no Rio Grande do Sul

A Visita Ad Limina Apostolorum do episcopado gaúcho iniciou nesta segunda-feira (02), no Vaticano. Até sexta (07), o grupo de 23 bispos e padre participará de reuniões e encontros em diversos Dicastérios, Congregações, Conselhos Pontifícios e Comissões. No dia 04 de maio, o episcopado gaúcho também estará na Secretaria de Estado do Vaticano e na quinta-feira, 05, participará da Audiência com o Papa Francisco.

A visita também está relacionada com a apresentação de um relatório sobre a situação da arqui/diocese de cada bispo presente. Este material não consiste em uma prestação de contas, mas em uma partilha da situação de cada Igreja Local.

No Rio Grande do Sul, a CNBB Sul 3 contou com o auxílio do prof. dr. Fernando Altemeyer Junior, do Departamento de Ciência da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, para uma análise histórico-cultural e eclesial no Estado.

Os povos e suas culturas

Antes de olhar especificamente ao contexto da Igreja no Rio Grande do Sul, o professor aponta a formação social e cultural. Segundo ele, a área do Estado, que hoje integra 497 municípios, era habitada pelos índios minuanos, charruas e caaguaras, que viveram há doze mil anos antes de Cristo. “Eram bons ceramistas e, na caça, usavam as boleadeiras, até hoje um dos instrumentos do peão gaúcho”, lembra.

A partir da chegada dos colonizadores, explica dr. Fernando, o RS pode ser dividido em quatro regiões, não geográficas, mas culturais:

Região Cultural 1: individualizada pela presença das etnias nativa, portuguesa, espanhola, africana e açoriana;

Região Cultural 2: formada pela presença de alemães;

Região Cultural 3: marcada pela etnia italiana;

Região cultural 4: formada pela presença de etnias mistas.

A Conjuntura Eclesial

O Regional Sul 3 da CNBB compreende o Estado do Rio Grande do Sul e está dividido em quatro Províncias Eclesiásticas, com quatro arquidioceses e 14 dioceses que integram 874 paróquias. Dados aproximados contabilizam no Estado:

  • 8.740 catequistas;
  • 4.252 religiosas de vida consagrada;
  • 1.756 presbíteros, sendo 1.196 padres diocesanos e 560 das congregações e ordens religiosas;
  • 519 irmãos de vida consagrada;
  • 283 diáconos permanentes casados,
  • 225 seminaristas maiores,
  • 439 institutos de educação católica,
  • 332 entidades beneficentes,
  • 34 santuários diocesanos ou regionais.

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O atual Episcopado Gaúcho

Os dados divulgados pelo professor traçam também o perfil do episcopado do Estado, que conta com 37 bispos, 17 titulares, três auxiliares e 17 eméritos. De todo o episcopado, 28 nasceram no Rio Grande do Sul e entre os outros nove, são três catarinenses, três paranaenses, dois paulistas e um italiano.

O estudo mostra ainda que outros 26 bispos nascidos no Rio Grande do Sul estão trabalhando em outros regionais da CNBB. O episcopado brasileiro tem atuais 467 bispos vivos sendo 54 gaúchos, o terceiro maior grupo.

CNBB Sul 3