Vigiar para proteger!

O único verdadeiro poder legítimo que possuímos é aquele, sim, de vigilância sobre nós mesmos, de transformar a nós mesmos, o nosso coração, olhar e sentir. Esta vigilância permite construir lucidez, temperança e crítica. Crítica que coopera para refletir mais intensamente a fim de colher o necessário para resistir a toda forma de poder que fere o bem comum.

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Educar para a esperança

As novas gerações não precisam apenas de informações. Precisam de referências. Precisam de adultos que lhes mostrem, com a própria vida, que vale a pena acreditar, servir, amar e recomeçar. Educar para a esperança é, em última análise, ajudar cada pessoa a descobrir que Deus continua conduzindo a história, sustentando seu povo e abrindo caminhos de vida para o futuro.

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Será que Jesus Cristo deveria voltar à escola?

Jesus não ignora o funcionamento das religiões e das instituições. Mas ele as critica com radicalidade, e propõe outra escala de valores e outros paradigmas de justiça. Não o representam as igrejas e comunidades que se fecham como gueto dos 99 justos, como seita que reúne os cidadãos mais honrados, ou as sociedades que premiam os vencedores por terem mérito e punem os empobrecidos porque os consideram fracassados.

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O semeador saiu a semear

Não cabe a nós decidir onde semear ou estabelecer a data e a quantidade da colheita.  Mas é preciso seguir o exemplo de Jesus semeando a boa semente da Palavra em todos os lugares e em todos os tempos. Fazer isto é sinal de fé no poder da Palavra e esperança no tempo de Deus.

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Olhar a dor do outro como se fosse minha

Como cristãos podemos e devemos ser solidários, manifestando a nossa compaixão e nos tornando sinal do amor, da ternura e da misericórdia de Deus para com os irmãos que padecem. O bom samaritano não fica perguntando quem é meu próximo, ele se faz próximo daquele que precisa, sabe manifestar compaixão, é capaz de ações de misericórdia, generosas, desinteressadas e livres de preconceitos. O exemplo dele é Jesus, que se fez próximo de cada um, dos justos e injustos, dos santos e pecadores, dos amigos e inimigos. Ele está atento não só às próprias preocupações, mas também às necessidades dos outros. Para o samaritano, o próximo não é definido por uma teoria, mas por um apelo à sua misericórdia: o fazer-se próximo pelo amor-caridade, comprometido com a vida, com o irmão, com a vida eterna no Reino de Deus.

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O valor do descanso na vida cristã

Descansar, para o cristão, não é interromper a vida. É permitir que o Senhor restaure aquilo que o excesso de preocupação desgasta, reacenda a esperança e fortaleça a missão. Quem sabe repousar em Deus retorna ao caminho com o coração mais livre, o olhar mais sereno e a alegria renovada para servir.

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Um falso dilema

Afirmando a transcendência absoluta de Deus, a teologia judaico-cristã relativiza todos os conceitos e instituições. Ao mesmo tempo, afirma a dignidade incorruptível de cada criatura, em razão de sua relação ontológica com a divindade. O conflito só existe entre um pensamento fechado e uma noção de Deus como Outro que chama, desperta e envia.

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Vinde a mim

Amar é um “jugo” porque é o verdadeiro remédio para as feridas da humanidade, quer materiais, como a fome e as injustiças, quer para dar um sentido para a vida, quer para os problemas éticos, por dar um parâmetro. Para o cristão a fonte do amor é Deus. Jesus pede para aceitar o jugo do amor que faz a pessoa humilde, simples e “ter um coração semelhante ao do Senhor”, como se reza na Ladainha do Sagrado Coração de Jesus.

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