Artigos dos Bispos

ARTIGOS DOS BISPOS

O alimento do discípulo

A pessoa triste e desiludida não pode somente receber e ser passiva. Ela precisa tomar iniciativas, é o que fazem os discípulos de Emaús: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando! E Jesus entrou para ficar com eles”. Sentaram-se à mesa. Foi a oportunidade para Jesus recordar algo fundamental: “Tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía”. Jesus antes de padecer deixou a Eucaristia como forma de manter-se presente. Foi o momento para os discípulos de Emaús reconheceram Jesus: “Nisso os olhos dos discípulos de abriram e eles reconheceram Jesus”. Cristo deixou para todos os seus seguidores o sinal da Eucaristia. Ele quer ser convidado e sentar à mesa conosco. Ele quer nos alimentar com o pão da vida eterna.

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“E o mundo viverá como um só…”

Nesta encíclica dirigida a todas as pessoas de boa vontade, João XXIII diz também que as relações internacionais devem se desenvolver “em uma solidariedade dinâmica”, através de colaboração econômica, social, política e cultural, etc.” Na busca dos próprios interesses, uma nação não pode prejudicar as outras, mas somar e conjugar esforços.

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O Caminho de Emaús

O Terceiro Domingo da Páscoa celebra o mistério do Caminho de Emaús, um dos relatos mais comoventes dos evangelhos. Neste domingo, a Liturgia apresenta-nos Cristo Ressuscitado como companheiro que caminha ao nosso lado, abre as Escrituras e partilha o pão. É um convite a reconhecer que o Senhor não nos abandona nas nossas dúvidas e tristezas, mas vem ao nosso encontro através da Palavra e da Eucaristia. A assembleia cristã é chamada a reviver esta experiência pascal, deixando-se conduzir do desespero à esperança, da escuridão à luz, da incerteza à fé viva.

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Reconhecer a presença do Ressuscitado, como os discípulos de Emaús!

O encontro de Jesus com aqueles dois discípulos parece ser totalmente casual: assemelha-se a uma das numerosas encruzilhadas que a vida nos apresenta, quando menos esperamos. Os dois discípulos prosseguem pensativos e um desconhecido caminha ao lado deles. É Jesus. Mas os seus olhos não são capazes de o reconhecer, porque estão centrados na dor e na desilusão que viveram em Jerusalém. Então Jesus começa a sua “terapia da esperança”. O que acontece naquela estrada, que transforma a vida dos dois discipulos, é uma terapia da esperança. E quem a faz é Jesus, que caminhando com eles escuta seus lamentos e vê as dores que carregam no coração e os acompanha, em cada passo do retorno para Emaús, de onde tinham partido com o coração cheio de esperança, na peregrinação para Jerusalém.

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Cristo Ressuscitado: primícia da nova humanidade

Essa certeza percorre também o ensinamento dos Papas. São Leão Magno recordava que “a ressurreição de Cristo não pertence apenas a Ele, mas é também a exaltação de todos os que nele creem”. O Ressuscitado inaugura uma humanidade nova e chama seus discípulos a viverem como homens e mulheres renovados pela graça.

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“Pega na mentira, corta o rabo dela…”

Separar o joio do trigo, ou melhor, distinguir o que é verdade e o que é mentira tornou-se um trabalho digno de Hércules. No mundo da política, a mentira tornou-se moeda corrente, e a verdade é sacrificada diariamente no altar do deus dos interesses. Acabamos quase acreditando que os candidatos querem se sacrificar pelo bem comum.

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A Igreja do ressuscitado

A Comunidade Cristã ou a Igreja que se forma a partir da ressurreição de Cristo se constrói, se sustenta, se renova e mantém sua identidade mantendo algumas características fundamentais, segundo Atos dos Apóstolos: “Os que se haviam convertido eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações”.

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Divina Misericórdia

A fé é certamente um dom, e aqueles que creem no Senhor ressuscitado, como nos apresentam os Evangelhos, são envolvidos num caminho de busca que os conduz a Deus, através da escuta da Palavra, da oração, da interpretação dos sinais e a prática da caridade para com os irmãos.

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Páscoa: a festa de um novo mundo possível

Celebrar a Páscoa é, portanto, viver já os sinais desse mundo novo: promover a vida, defender a dignidade humana e cuidar da criação. Caminhamos na história rumo à plenitude prometida por Deus, quando Ele “enxugará toda lágrima” (cf. Ap 21,4) e fará novas todas as coisas.

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“Ressuscitou, como havia dito!”

Aqueles encontros dos discípulos com o Cristo ressuscitado fortaleceu de tal modo a fé e o desejo de comunicar e testemunhar este acontecimento que os discípulos se tornaram mártires como Jesus. Jamais renunciaram de noticiar a ressurreição de Jesus, fundamento primeiro da fé cristã.

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Jesus ressuscitou – Aleluia!

A ressurreição, a esperança de uma vida nova e do renovar-se continuamente na vida, parece depender da nossa capacidade de aceitar, depois dos momentos mais difíceis da nossa existência, que uma “pedra” (Jo 11,41; 20,1) nos separe de tudo e de todos, na espera do grande acordar, que é a ressurreição do Senhor Jesus, como insurreição da vida, dom de Deus, contra todo atentado de morte.

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Aleluia! Cristo ressuscitou! Verdadeiramente ressuscitou!

Hoje o céu e a terra se abraçam num único grito de alegria. O túmulo está vazio. A morte foi vencida. A vida explodiu em vitória. Não é uma história bonita para consolar corações tristes. É o fato mais revolucionário da história humana: Deus, em Jesus de Nazaré, destruiu para sempre o poder da morte e abriu para nós as portas da vida eterna.

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“Viver é melhor que sonhar!”

Acompanhando Jesus de Nazaré em sua chegada à capital do seu país, reafirmamos nosso sonho de um mundo onde haja lugar e vida plena para todos, que não criminalize os profetas e os sonhadores, que dê primazia aos mais vulneráveis. Em Jesus, o sonho é vivido e testemunhado no dom de si mesmo, sem reservas. Por isso, vive e é imortal.

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“Ele era mesmo Filho de Deus”

É missão da Igreja estar ao lado de Cristo crucificado e de todos os crucificados. O triunfo de Cristo não é aquele imperial, mas o humilde e sofrido da cruz. É o que liberta e salva. Jesus entra em Jerusalém não para ocupar a chefia de um exército e de um Estado, mas para oferecer-se como “rei manso e humilde”.

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 “O Rei que serve: da aclamação à Cruz”

Irmãos e irmãs, entremos nesta Semana Santa como entramos numa terra santa: descalços por dentro, de coração aberto, prontos para nos deixar encontrar por Aquele que desceu ao mais fundo do humano para nos erguer ao mais alto do divino. Que os ramos de hoje não sejam apenas gestos festivos — que sejam a expressão de uma adesão real ao Senhor que vem, que serve, que morre e que ressuscita por amor a cada um de nós.

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Caminhar com Jesus

A folha de palma é sinal da vitória do martírio e o ramo de oliveira é símbolo da paz entre o céu e a terra; mas a vitória e a paz parecem viver um constante desafio, frente à violência presente no coração do homem, fruto do pecado. Como comunidade cristã, que celebra a sua fé no Senhor Jesus, devemos nos unir para fortalecer uma cultura da paz, que valorize a vida, a família e a comunidade como espaços de encontro e de fraternidade.

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Você acredita em vida após o nascimento?

Sei que a ressurreição é vista como algo insólito por uma cultura que canoniza o presente, o sensível e o rentável e nega ou considera desprezível tudo o que não cabe nestes estreitos limites. Talvez se possa dizer que, na pós-modernidade liberal, a religião e o monoteísmo não desapareceram, mas foram substituídos pelo “moneyteísmo”.

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