Artigos dos Bispos
ARTIGOS DOS BISPOS

O Senhor está conosco: não tenhais medo
Por isso, a mensagem que ecoa neste domingo é simples e profunda: quem vive unido a Cristo não se deve deixar dominar pelo medo. A Providência de Deus vela por seus filhos, e sua graça é mais forte do que todas as forças do mal. A confiança no Senhor é o caminho da verdadeira liberdade e da autêntica paz.

Eu não tenho onde morar!
Além de ser um dever cristão, a hospitalidade com os migrantes é, também, de alguma forma, ocasião de agradecermos a Deus por termos sido acolhidos neste chão pelos nossos antepassados que aqui migraram. A resposta que ouvimos: “Não tenho onde morar” é um grito que sobe ao céu e não nos deixa indiferentes. O que podemos fazer?

Nasceu para viver uma missão!
Viveu todas as provações possíveis por ter aceitado, acolhido e amado uma missão que, talvez pela própria vontade, não tivesse jamais escolhido. Mas, depois, vivendo a sua vocação, não só se encontrou, como também se realizou e encontrou a salvação. De tudo isso vem a força, a firmeza e a generosidade de João Batista, que se fez servo para nos ajudar a encontrarmos o Senhor, no peregrinar da vida.

Tudo começa em Jesus: o coração da fé que renova a missão
Esta é a sétima edição da série especial de artigos, na qual Dom Leomar Antônio Brustolin apresenta e aprofunda as novas Diretrizes Gerais da Ação

A compaixão de Deus pelos homens
O Evangelho começa com uma observação psicológica e espiritual de Jesus: “vendo as multidões, compadeceu-se delas”. A sua reação não foi um sentimento estéril, mas desencadeou uma ação para criar uma relação. Para esta humanidade perdida, cansada, sem uma estrela polar para orientar e sem direção segura, envia um grupo dos seus fiéis seguidores pedindo que eles partilhem a sua paixão para com a humanidade. É uma atitude que mostra um Deus presente, que habilita os enviados a realizar os sinais extraordinários e, os ajuda a repor a confiança em Deus.

A messe é grande, mas os operários são poucos
Deus continua nos chamando hoje para ser “reino de sacerdotes e nação santa”. Todo batizado participa do sacerdócio comum dos fiéis. Cada um de nós é chamado a ser sinal do amor misericordioso de Deus no mundo: na família, no trabalho, na escola, na rua.

O testemunho dos Santos e Mártires
O povo de Deus peregrino, mesmo nos momentos mais difíceis, pode perceber a presença de Deus, Pai misericordioso, que ama e sente compaixão e não abandona seus filhos e filhas, mesmo quando feridos pelos erros e fragilidades da vida. E para lembrar do amor de Deus e falar ao coração do povo peregrino, em cada tempo da história, Deus suscitou homens e mulheres que, como discípulos de Cristo, abraçaram a vocação e a missão de anunciar o Evangelho e testemunhá-lo com a vida.

Melhor seria que não tivessem nascido?
É certo que as traições que ocorrem nas relações conjugais e amizades são doloridas e podem arruinar muitas vidas. Mas as traições políticas, as infidelidades ao voto do povo são simplesmente avassaladoras. Seus efeitos nocivos ferem a vida de milhares de cidadãos e podem comprometer o desenvolvimento de uma nação por várias décadas.

Os caminhos da Missão: Palavra, Fé, Comunidade, Liturgia e Caridade
Em um mundo marcado por desigualdades, a caridade se torna ainda mais urgente. Não apenas como assistência, mas como compromisso com a justiça e a vida. Aqui está um ponto essencial: não há verdadeiro Querigma sem caridade. Porque o Deus que anunciamos é amor.

“Segue-me!”
“Quero misericórdia e não sacrifício”. Jesus cita o ensinamento do profeta Oseias. Toda ação litúrgica é mais agradável a Deus quanto mais for expressão da vivência da fraternidade, da justiça, do perdão e da misericórdia. A liturgia louva o bem realizado e educa para vivência da vida nova em Cristo. “Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado” nos ensinou o Papa Francisco.

Eucaristia: memória, expectativa e compromisso
Aquela ceia de despedida, celebrada no clima cálido e tenso que antecedeu a prisão de Jesus e sua condenação à pena de morte, está ligada às inúmeras ceias que Jesus compartilhou, seja para saciar um povo faminto no deserto, seja sentado à mesa onde acolheu pecadores e proscritos. Não podemos excluir da mesa aqueles que Jesus acolheu!

“Quero misericórdia, e não sacrifício” (Mt 9,13)
Em síntese, o 10.º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir — ou redescobrir — o rosto misericordioso de Deus que não se cansa de chamar, de perdoar e de sentar-se à nossa mesa, seja qual for o nosso passado.

A vida espiritual alimenta a fé do peregrino!
Não queremos negar a fragilidade da Igreja, mas queremos também fazer conhecer a sua dignidade. E a primeira e fundamental dignidade da Igreja é ser comunidade convocada por Jesus Cristo. A Igreja é, portanto, uma comunidade frágil, mas que foi beneficiada por Jesus, através da sua revelação, no seu corpo glorioso da ressurreição.

A união na Eucaristia
A Eucaristia é, na verdade, esta união: a comunhão entre Deus e o homem, que gera comunhão entre todos os membros da assembleia cristã e orante. Sabemos que o contrário de bendizer é maldizer. Bendizer une; maldizer divide. Celebrar a Eucaristia significa, especialmente a nós que participamos, dizer bem, pensar bem, querer bem, fazer o bem. É, portanto, o novo e belo programa de vida. É nesse mesmo sentido que nos recorda o salmista: “Como é bom e como é belo viverem unidos os irmãos” (Sl 133,1).

Mudar para ser fiel: a conversão que renova a Igreja
No fundo, converter-se é confiar: confiar que Deus continua agindo e que nos chama a colaborar com sua obra. A pergunta que as Diretrizes nos deixam é direta e necessária: o que precisamos mudar hoje para sermos mais fiéis a Jesus? Responder a essa pergunta é dar um passo decisivo na missão. Porque, quando a Igreja se converte, ela se renova. E quando se renova, volta a gerar vida.

Um Deus enamorado pela beleza da sua criatura
Cremos numa divindade que é o “Deus do amor e da paz”, que habita nas pessoas e comunidades que vivem a concórdia e a paz, e não nas alturas inacessíveis (cf. 1 Coríntios 13,11-13). “Deus amou tanto o mundo, que deu seu Filho para que todo o que nele crer tenha a vida eterna” (João 3,16). “Deus é amor” resume o apóstolo João (1 João 4,8.16).

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo! Amém
A Trindade nos indica o verdadeiro caminho para a unidade. Insistentemente Jesus ressaltou a sua união com o Pai e o Espírito Santo. São três pessoas divinas agindo em plena comunhão, onde cada ação é ação de todos. Nesta certeza de fé, São Paulo afirma que a comunidade cristã deve viver deste modo. Para tal, usa da imagem do corpo humano. Somos membros uns dos outros, há um só corpo e um só espírito, quando uma parte do corpo sofre, todo corpo sofre.

Mistério de Amor e Comunhão
Celebrar esta solenidade é renovar a consciência de que fomos mergulhados no mistério de Deus. A Igreja não anuncia uma ideia, mas uma Pessoa viva: o Deus Uno e Trino, que nos ama, nos salva e nos santifica. Diante de tão grande mistério, resta-nos a atitude da adoração, da gratidão e da confiança.

A força da união na vida da Comunidade de Fé!
Se o caminho da vida é temer a Deus e amar a Deus e ao próximo, o caminho da morte é o contrário: começa com a ausência do temor de Deus. Sem esse temor, o homem se coloca no lugar de Deus e passa a julgar-se como centro e senhor da vida, dispondo de tudo e de todos, sem a menor consideração pela vida e liberdade de seus semelhantes. Quando o homem usurpa o lugar de Deus, cria automaticamente o projeto da escravidão e da morte.

Caminhar juntos: quando a igreja aprende a discernir
Quando a Igreja aprende a caminhar assim, algo novo acontece. As decisões tornam-se mais maduras, a missão ganha mais força e o Evangelho torna-se mais visível. Porque, no final, não se trata apenas de um método. Trata-se de viver como Jesus viveu: em comunhão, em escuta e em caminho.

O Espírito Santo está sobre nós?
Na profissão de fé dos cristãos, afirmamos: “Creio no Espírito Santo, Senhor que dá vida, ele que falou pelos profetas”. Ou seja: onde a vida é resgatada, sustentada e renovada, e onde profetas e profetizas levantam sua voz e se engajam na denúncia das forças dominadoras e no anúncio de novos céus e nova terra, aí está ativo o Espírito Santo.

“Recebei o Espírito Santo”
Na liturgia de Pentecostes a Igreja canta: “Espírito de Deus, enviai dos céus um raio de luz! Vinde, Pai dos pobres, dai aos corações vossos sete dons. Consolo que acalma, hóspede da alma, doce alívio, vinde! No labor, descanso; na aflição remanso; no calor aragem. Enchei, luz bendita, chama que crepita, o íntimo de nós! Sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele. Ao sujo lavai, ao seco regai, curai o doente. Dobrai o que é duro, guiai no escuro, o frio aquecei. Dai à vossa Igreja, que espera e deseja, vossos sete dons. Dai em prêmio ao forte uma santa morte, alegria eterna. Amém, amém!

Pentecostes: o Espírito Santo que renova a Igreja
Celebrar Pentecostes significa abrir o coração à graça divina. O cristão é chamado a invocar diariamente o Espírito Santo, buscar a conversão, viver intensamente os sacramentos e testemunhar o Evangelho no mundo. Num tempo marcado pela confusão moral, pela violência e pelo afastamento de Deus, Pentecostes recorda que somente o Espírito Santo pode renovar verdadeiramente os corações e restaurar a face da terra.

Acolher o sopro de Espírito Santo na realidade da vida!
Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus! O anúncio do Evangelho de Jesus Cristo é a missão primeira da Igreja, lembrando que o próprio Jesus,