A dúvida que salva

Neste domingo, em que celebramos a Vocação à Vida Familiar e o Dia dos Pais, que esta Palavra inspire cada família a atravessar o mar da vida, lançando-se sempre na aventura da fé.

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O amor fortalece os laços de proximidade

A formação de uma família também corre seus riscos, e muitas vezes os jovens deixam-se dominar pelo medo da “incerteza”. Por isso, é importante que os jovens façam o discernimento sobre a opção e a vocação ao matrimônio. A opção para a vida matrimonial, como todas as opções de vida, também tem suas provações, mas quem ama de verdade aceita correr riscos em nome do amor. Além disso, a família, para manter-se unida, precisa também exercitar, no seu dia a dia, a escuta, o perdão e a reconciliação. Mas para isso é necessário a presença do amor no coração das pessoas. Sem ele, até mesmo o perdão e a reconciliação, pelas pequenas falhas do cotidiano, podem minar a convivência do casal, e ir aos poucos esvaziando o sentido de pertença de um ao outro, e o sentido de pertença a uma família, da qual podemos dizer com orgulho: esta é a minha família.

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O rosto de Deus

A fé desvenda-se no caminho e acompanha os nossos passos na história. Fé significa aceitar em colocar em dúvida as próprias certezas para dar crédito a voz de Jesus que diz “vem”. Deus vem ao nosso encontro e nos chama. Como Pedro se arriscou, indo ao encontro de Jesus, sempre há o risco da dúvida. Nesta hora é preciso gritar “Senhor, salva-me”. O Senhor estende a mão. Mas qual mão? Por exemplo, a celebração dominical da Eucaristia, a oração silenciosa, a escuta da Palavra de Deus, a participação na comunidade. Pedimos ao Senhor que sempre encontremos a sua mão estendida no caminho da nossa história. Ao mesmo tempo, que também a nossa mão estendida ajude os outros a caminhar através das águas da nossa história. Descubramos o rosto de Deus nas pequenas ações de amor.  

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