Pastores generosos, modelos para o rebanho

Pedro assimilou bem o espírito de Jesus, o Pastor Supremo, e sua exortação ressoa com relevante atualidade: “Tomem conta do rebanho de Deus que lhes foi confiado, cuidando dele, não por obrigação, mas de livre e boa vontade, como Deus quer; não por vantagens vergonhosas, mas com generosidade; não como donos daqueles que lhes foram confiados, mas como modelos para o rebanho” (1ª Carta de Pedro 5,2-3).

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Entre a Síndrome de Babel e o chamado à Sinodalidade

O mês vocacional vem recordar de nosso chamado à missão, ao cuidado da vida, ao anúncio do projeto de Deus, que é amor. Isso vale para cada um de nós, membros da Igreja, pelo batismo, mas também vale para todas as comunidades eclesiais, que são comunidades vocacionais. “Enquanto as novas redes econômicas e tecnológicas podem gerar exclusão, isolamento e dependências, a Igreja alimentada pela Eucaristia é chamada a mostrar outro critério, preservando os vínculos, devolvendo voz aos que não são vistos e orientando os processos para a dignidade das pessoas (MH, n. 235). Assim como o chamado de Deus é permanente, a conversão das relações, dos processos e dos vínculos também é. Isso nos recorda o Documento Final do Sínodo, um texto essencialmente vocacional. Uma Igreja Sinodal é uma Igreja que chama, sempre, através do Espírito Santo, à conversão, para formarmos um povo de discípulos missionários.

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Quando a soberania de um povo corre perigo

É claro que Jesus não se identificou com um grupo político específico, e é verdade que os cristãos não podem fazê-lo em nome da fé. Mas Jesus Cristo não se omitiu nem se acovardou quando se tratou de defender a soberania dos seus conterrâneos e de todos os grupos que tinham sua dignidade ameaçada pelas elites nacionais ou pelos poderes externos. E, aqui, os Jesuítas fizeram o mesmo para defender os povos nativos.

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O milagre da partilha

A única saída que os discípulos vislumbravam para a multidão que estava com Jesus no deserto e em hora adiantada era despedir as pessoas. A sabedoria divina indica outro caminho possível e melhor: envolver os discípulos e a multidão na procura de outras respostas. Na busca da solução encontram alguém que só tem “cinco pães e dois peixes”. De fato, pelos critérios humanos e da matemática não é a solução para a quantidade de alimento necessário. Mas algo importante já aconteceu: o envolvimento dos discípulos na busca de soluções e quem tinha o alimento colocou à disposição para a partilha. Temos nesta postura uma luz diante da situação da fome de tantas pessoas no mundo. Precisamos de pessoas que pensem segundo os critérios da partilha, da fraternidade em relação aos bens materiais.

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O convite ao banquete da vida

Finalmente, a liturgia assegura-nos que nada — absolutamente nada — pode separar-nos deste amor que se faz pão e se faz presença. Mesmo quando a noite parece longa e os recursos escassos, as mãos de Deus continuam abertas e o amor de Cristo permanece vitorioso. Nesta certeza, somos convidados a sentar-nos à mesa, a deixar-nos saciar e a tornar-nos, por nossa vez, pão para os outros.

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Chamados para servir

Por isso, tomo a liberdade de convidar todos os diocesanos a formarmos uma corrente de oração, neste mês de agosto, pelas vocações ao sacerdócio, ao diaconato permanente, à vida consagrada, aos ministérios leigos e, de modo especial, pelas famílias, berço de todas as vocações.

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Os avós: memória viva da esperança

Uma sociedade será tanto mais humana quanto mais souber acolher, escutar e honrar aqueles que lhe transmitiram a vida, a história e a fé. Ao aproximarmos jovens e idosos, não preservamos apenas as lembranças do passado: abrimos caminhos para que a esperança continue sendo transmitida de geração em geração.

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A palavra de um Deus pregado na cruz

O Papa Leão XIV nos ensina que “a carne do Filho, pobre e vulnerável, remete para a carne de tantos irmãos e irmãs despojados da sua dignidade e reduzidos ao silêncio. Nesta carne ferida e amada, o Pai mostra-nos a verdadeira humanidade de uma vida que se realiza na abertura e na comunhão, a ponto de nos fazer desejar que a sua vontade se faça assim na terra como no Céu” (Magnifica Humanitas, § 231). Fala-nos, Senhor!

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