Artigos dos Bispos
ARTIGOS DOS BISPOS

Mulheres vivas e soberania, eis nosso grito!
No dia 18 de agosto aconteceu, em Porto Alegre, o lançamento da 32ª edição do Grito dos Excluídos e do Manifesto por um Rio Grande

“Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”
A solene profissão de fé: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”, continua a ser repetida por cada cristão que tem Cristo por

“E vós, quem dizeis que Eu sou?”
Neste 21º Domingo do Tempo Comum, a liturgia coloca-nos diante de uma das perguntas mais decisivas da vida cristã: “E vós, quem dizeis que Eu

A assunção: o destino glorioso da humanidade
A Solenidade da Assunção de Maria é uma das festas mais belas da fé cristã. Nela, a Igreja contempla a Virgem Maria elevada à glória

Nossa Senhora da Glória
A solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria ao céu é um dia de alegria e de festa. Deus venceu. O amor venceu, pois, o

O Reino de Deus é paz e alegria no Espírito Santo
A Visita Pastoral é o encontro do pastor com seu rebanho, uma ação apostólica devida pelo Bispo e expressão palpável do cuidado pastoral e da

Maria, sinal de esperança e modelo de entrega total
Celebramos hoje a Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria, festa em que a Igreja contempla, com júbilo e fé, o mistério da elevação de

A dúvida que salva
Neste domingo, em que celebramos a Vocação à Vida Familiar e o Dia dos Pais, que esta Palavra inspire cada família a atravessar o mar da vida, lançando-se sempre na aventura da fé.

O amor fortalece os laços de proximidade
A formação de uma família também corre seus riscos, e muitas vezes os jovens deixam-se dominar pelo medo da “incerteza”. Por isso, é importante que os jovens façam o discernimento sobre a opção e a vocação ao matrimônio. A opção para a vida matrimonial, como todas as opções de vida, também tem suas provações, mas quem ama de verdade aceita correr riscos em nome do amor. Além disso, a família, para manter-se unida, precisa também exercitar, no seu dia a dia, a escuta, o perdão e a reconciliação. Mas para isso é necessário a presença do amor no coração das pessoas. Sem ele, até mesmo o perdão e a reconciliação, pelas pequenas falhas do cotidiano, podem minar a convivência do casal, e ir aos poucos esvaziando o sentido de pertença de um ao outro, e o sentido de pertença a uma família, da qual podemos dizer com orgulho: esta é a minha família.

Fé, Presença de Deus e a Vocação ao Matrimônio
Neste segundo domingo de agosto de 2026, comemorando o Dia dos Pais e a vocação ao Sacramento do Matrimônio, a Igreja celebra o 19º Domingo

O rosto de Deus
A fé desvenda-se no caminho e acompanha os nossos passos na história. Fé significa aceitar em colocar em dúvida as próprias certezas para dar crédito a voz de Jesus que diz “vem”. Deus vem ao nosso encontro e nos chama. Como Pedro se arriscou, indo ao encontro de Jesus, sempre há o risco da dúvida. Nesta hora é preciso gritar “Senhor, salva-me”. O Senhor estende a mão. Mas qual mão? Por exemplo, a celebração dominical da Eucaristia, a oração silenciosa, a escuta da Palavra de Deus, a participação na comunidade. Pedimos ao Senhor que sempre encontremos a sua mão estendida no caminho da nossa história. Ao mesmo tempo, que também a nossa mão estendida ajude os outros a caminhar através das águas da nossa história. Descubramos o rosto de Deus nas pequenas ações de amor.

Pastores generosos, modelos para o rebanho
Pedro assimilou bem o espírito de Jesus, o Pastor Supremo, e sua exortação ressoa com relevante atualidade: “Tomem conta do rebanho de Deus que lhes foi confiado, cuidando dele, não por obrigação, mas de livre e boa vontade, como Deus quer; não por vantagens vergonhosas, mas com generosidade; não como donos daqueles que lhes foram confiados, mas como modelos para o rebanho” (1ª Carta de Pedro 5,2-3).

Família: onde o amor se faz presença
Que em cada lar ressoe a certeza de que o amor, quando cultivado com paciência, perdão e esperança, continua sendo a força mais transformadora que Deus confiou à humanidade.

Entre a Síndrome de Babel e o chamado à Sinodalidade
O mês vocacional vem recordar de nosso chamado à missão, ao cuidado da vida, ao anúncio do projeto de Deus, que é amor. Isso vale para cada um de nós, membros da Igreja, pelo batismo, mas também vale para todas as comunidades eclesiais, que são comunidades vocacionais. “Enquanto as novas redes econômicas e tecnológicas podem gerar exclusão, isolamento e dependências, a Igreja alimentada pela Eucaristia é chamada a mostrar outro critério, preservando os vínculos, devolvendo voz aos que não são vistos e orientando os processos para a dignidade das pessoas (MH, n. 235). Assim como o chamado de Deus é permanente, a conversão das relações, dos processos e dos vínculos também é. Isso nos recorda o Documento Final do Sínodo, um texto essencialmente vocacional. Uma Igreja Sinodal é uma Igreja que chama, sempre, através do Espírito Santo, à conversão, para formarmos um povo de discípulos missionários.

Presbíteros: homens de Deus para servir o seu Povo
A celebração do Dia do Presbítero, tradicionalmente associada à memória de São João Maria Vianney, convida-nos a contemplar a beleza e a grandeza do ministério

Quando a soberania de um povo corre perigo
É claro que Jesus não se identificou com um grupo político específico, e é verdade que os cristãos não podem fazê-lo em nome da fé. Mas Jesus Cristo não se omitiu nem se acovardou quando se tratou de defender a soberania dos seus conterrâneos e de todos os grupos que tinham sua dignidade ameaçada pelas elites nacionais ou pelos poderes externos. E, aqui, os Jesuítas fizeram o mesmo para defender os povos nativos.

O milagre da partilha
A única saída que os discípulos vislumbravam para a multidão que estava com Jesus no deserto e em hora adiantada era despedir as pessoas. A sabedoria divina indica outro caminho possível e melhor: envolver os discípulos e a multidão na procura de outras respostas. Na busca da solução encontram alguém que só tem “cinco pães e dois peixes”. De fato, pelos critérios humanos e da matemática não é a solução para a quantidade de alimento necessário. Mas algo importante já aconteceu: o envolvimento dos discípulos na busca de soluções e quem tinha o alimento colocou à disposição para a partilha. Temos nesta postura uma luz diante da situação da fome de tantas pessoas no mundo. Precisamos de pessoas que pensem segundo os critérios da partilha, da fraternidade em relação aos bens materiais.

O convite ao banquete da vida
Finalmente, a liturgia assegura-nos que nada — absolutamente nada — pode separar-nos deste amor que se faz pão e se faz presença. Mesmo quando a noite parece longa e os recursos escassos, as mãos de Deus continuam abertas e o amor de Cristo permanece vitorioso. Nesta certeza, somos convidados a sentar-nos à mesa, a deixar-nos saciar e a tornar-nos, por nossa vez, pão para os outros.

Chamados para servir
Por isso, tomo a liberdade de convidar todos os diocesanos a formarmos uma corrente de oração, neste mês de agosto, pelas vocações ao sacerdócio, ao diaconato permanente, à vida consagrada, aos ministérios leigos e, de modo especial, pelas famílias, berço de todas as vocações.

Os avós: memória viva da esperança
Uma sociedade será tanto mais humana quanto mais souber acolher, escutar e honrar aqueles que lhe transmitiram a vida, a história e a fé. Ao aproximarmos jovens e idosos, não preservamos apenas as lembranças do passado: abrimos caminhos para que a esperança continue sendo transmitida de geração em geração.

A palavra de um Deus pregado na cruz
O Papa Leão XIV nos ensina que “a carne do Filho, pobre e vulnerável, remete para a carne de tantos irmãos e irmãs despojados da sua dignidade e reduzidos ao silêncio. Nesta carne ferida e amada, o Pai mostra-nos a verdadeira humanidade de uma vida que se realiza na abertura e na comunhão, a ponto de nos fazer desejar que a sua vontade se faça assim na terra como no Céu” (Magnifica Humanitas, § 231). Fala-nos, Senhor!

Tesouro
Ao final da parábola Jesus diz que o discípulo é “como o pai de família que tira do se tesouro coisas novas e velhas”. O tesouro é Cristo. Dele sempre se tira coisas novas num mundo onde tudo passa e envelhece. O tesouro divino nunca deixa de brilhar e nem perde seu valor. Nós é que envelhecemos e podemos cobrir o seu brilho, nem por isso o tesouro deixa de existir.

Sabedoria, Reino e Confiança em Deus
Neste domingo, a Igreja recorda-nos que a verdadeira riqueza não está nas posses, mas na união com Deus. A sabedoria divina orienta-nos a discernir o que realmente importa. Que a liturgia nos impulsione a viver com alma de Eucaristia, fazendo da vida inteira uma missa prolongada, cheia de amor a Deus e aos irmãos. “Sê alma de Eucaristia! Se o centro dos teus pensamentos e esperanças estiver no Sacrário, filho, que abundantes os frutos de santidade e de apostolado!” (São Josemaría Escrivá).

Dia Mundial dos Avós e dos Idosos: proximidade e gratidão
Na vida, sempre podemos aprender com os nossos avós e os idosos, mestres formados na escola do tempo, que guardam na memória a história da vida, da família e da comunidade.