Artigos dos Bispos
ARTIGOS DOS BISPOS

Mudar para ser fiel: a conversão que renova a Igreja
No fundo, converter-se é confiar: confiar que Deus continua agindo e que nos chama a colaborar com sua obra. A pergunta que as Diretrizes nos deixam é direta e necessária: o que precisamos mudar hoje para sermos mais fiéis a Jesus? Responder a essa pergunta é dar um passo decisivo na missão. Porque, quando a Igreja se converte, ela se renova. E quando se renova, volta a gerar vida.

Um Deus enamorado pela beleza da sua criatura
Cremos numa divindade que é o “Deus do amor e da paz”, que habita nas pessoas e comunidades que vivem a concórdia e a paz, e não nas alturas inacessíveis (cf. 1 Coríntios 13,11-13). “Deus amou tanto o mundo, que deu seu Filho para que todo o que nele crer tenha a vida eterna” (João 3,16). “Deus é amor” resume o apóstolo João (1 João 4,8.16).

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo! Amém
A Trindade nos indica o verdadeiro caminho para a unidade. Insistentemente Jesus ressaltou a sua união com o Pai e o Espírito Santo. São três pessoas divinas agindo em plena comunhão, onde cada ação é ação de todos. Nesta certeza de fé, São Paulo afirma que a comunidade cristã deve viver deste modo. Para tal, usa da imagem do corpo humano. Somos membros uns dos outros, há um só corpo e um só espírito, quando uma parte do corpo sofre, todo corpo sofre.

Mistério de Amor e Comunhão
Celebrar esta solenidade é renovar a consciência de que fomos mergulhados no mistério de Deus. A Igreja não anuncia uma ideia, mas uma Pessoa viva: o Deus Uno e Trino, que nos ama, nos salva e nos santifica. Diante de tão grande mistério, resta-nos a atitude da adoração, da gratidão e da confiança.

A força da união na vida da Comunidade de Fé!
Se o caminho da vida é temer a Deus e amar a Deus e ao próximo, o caminho da morte é o contrário: começa com a ausência do temor de Deus. Sem esse temor, o homem se coloca no lugar de Deus e passa a julgar-se como centro e senhor da vida, dispondo de tudo e de todos, sem a menor consideração pela vida e liberdade de seus semelhantes. Quando o homem usurpa o lugar de Deus, cria automaticamente o projeto da escravidão e da morte.

Caminhar juntos: quando a igreja aprende a discernir
Quando a Igreja aprende a caminhar assim, algo novo acontece. As decisões tornam-se mais maduras, a missão ganha mais força e o Evangelho torna-se mais visível. Porque, no final, não se trata apenas de um método. Trata-se de viver como Jesus viveu: em comunhão, em escuta e em caminho.

O Espírito Santo está sobre nós?
Na profissão de fé dos cristãos, afirmamos: “Creio no Espírito Santo, Senhor que dá vida, ele que falou pelos profetas”. Ou seja: onde a vida é resgatada, sustentada e renovada, e onde profetas e profetizas levantam sua voz e se engajam na denúncia das forças dominadoras e no anúncio de novos céus e nova terra, aí está ativo o Espírito Santo.

“Recebei o Espírito Santo”
Na liturgia de Pentecostes a Igreja canta: “Espírito de Deus, enviai dos céus um raio de luz! Vinde, Pai dos pobres, dai aos corações vossos sete dons. Consolo que acalma, hóspede da alma, doce alívio, vinde! No labor, descanso; na aflição remanso; no calor aragem. Enchei, luz bendita, chama que crepita, o íntimo de nós! Sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele. Ao sujo lavai, ao seco regai, curai o doente. Dobrai o que é duro, guiai no escuro, o frio aquecei. Dai à vossa Igreja, que espera e deseja, vossos sete dons. Dai em prêmio ao forte uma santa morte, alegria eterna. Amém, amém!

Pentecostes: o Espírito Santo que renova a Igreja
Celebrar Pentecostes significa abrir o coração à graça divina. O cristão é chamado a invocar diariamente o Espírito Santo, buscar a conversão, viver intensamente os sacramentos e testemunhar o Evangelho no mundo. Num tempo marcado pela confusão moral, pela violência e pelo afastamento de Deus, Pentecostes recorda que somente o Espírito Santo pode renovar verdadeiramente os corações e restaurar a face da terra.

Acolher o sopro de Espírito Santo na realidade da vida!
Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus! O anúncio do Evangelho de Jesus Cristo é a missão primeira da Igreja, lembrando que o próprio Jesus,

Deus continua falando: aprender a escutar os sinais
Esta é a terceira edição da série especial de artigos na qual dom Leomar Antônio Brustolin apresenta e aprofunda as novas Diretrizes Gerais da Ação

Não se esqueça de nós!
O evangelista João nos informa que, na noite da ceia e do lava-pés, Jesus se demora num diálogo tenso e amistoso com os discípulos. Eles

Estarei convosco todos os dias
É possível e necessário fazer aliança, ensina o Papa Leão XIV, fundada em três pilares: responsabilidade, cooperação e educação. Por responsabilidade se entende honestidade, transparência, coragem, visão, dever de partilhar conhecimento, direito de ser informado. Todos os setores da sociedade são chamados a cooperar. A IA faz parte do cotidiano e por isso é preciso educar para aumentar a capacidade crítica, conferir a credibilidade das fontes e estar ciente dos mecanismos psicológicos sobre os indivíduos, as famílias e sociedade em geral.

“Preservar vozes e rostos humanos”
Hoje, os meios de comunicação oferecem possibilidades imensas para o anúncio do Evangelho. Redes sociais, plataformas digitais e recursos de inteligência artificial podem servir à evangelização e ao bem comum. Contudo, o Papa recorda que as máquinas devem permanecer instrumentos a serviço da vida humana, e nunca substituir a responsabilidade moral das pessoas. Uma comunicação verdadeiramente cristã precisa conservar a capacidade de compaixão, discernimento e proximidade humana.

Ascensão de Jesus, após a ressurreição
Estimados irmãos e irmãs! Anunciar Jesus é a missão fundamental da Igreja, mas para isso ela precisa estar inserida na vida das pessoas do nosso tempo, sabendo acolher as alegrias e esperanças, tristezas e angústias do homem de hoje. É com espírito de discípulos e discípulas do Senhor Jesus que somos convidados a assumir o nosso serviço, nas comunidades onde participamos e celebramos a vida de fé, em comunhão com o Senhor e com os irmãos.

Chamados a preservar o humano
Sentimo-nos responsáveis? Estamos dispostos a cooperar, aprofundar o tema e ajudar na educação?

Uma Igreja que acolhe: a tenda onde Deus Habita
Quando a Igreja se torna verdadeiramente tenda do encontro, algo novo acontece: as pessoas encontram não apenas uma instituição, mas uma presença. E, através dela, encontram o próprio Cristo.

Que não se perca nenhum destes pequeninos!
Pergunto-me se o pretendente à cadeira presidencial desconhece o Estatuto e sua finalidade, ou pretende fazer a nação recuar às condições de trabalho vigentes em 1850. Talvez ele pense que lazer, desenvolvimento humano e estudo são privilégios da sua classe social. Mas, como cristãos, não podemos nos dispensar da proteção às pessoas vulneráveis. “Que não se perca nenhum destes pequeninos”, diz Jesus (Mateus 18,14).

O Espírito da Verdade
Jesus nos quer seus seguidores unidos pelos laços do amor. “Quem acolheu meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei me manifestarei a ele”.

Queridas Mães…
O dia das mães não está no calendário para a gente ficar recordando seus erros e defeitos. Mas para expressarmos nossa gratidão para com aquela pessoa que nos acolheu, nos amou e nos defendeu quando ainda nem sabíamos o quanto este mundo é bonito e, ao mesmo tempo, violento, e pouco valoriza o sagrado dom da vida. Ela foi a primeira pessoa que valorizou a nossa vida, porque foi a primeira a saber que tínhamos sido concebidos.

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos”
Neste tempo pascal, renovemos a certeza de que Cristo vive e está conosco. Sustentados pelo Espírito Santo, possamos viver como verdadeiros discípulos, levando ao mundo a alegria e a esperança que nascem da Ressurreição.

Uma Igreja que existe para anunciar: voltar ao essencial
Jesus Cristo não é apenas o conteúdo da evangelização — Ele é o próprio Evangelho. Isso significa que evangelizar não é transmitir uma mensagem distante, mas tornar presente uma pessoa viva. Jesus continua a caminhar, a falar, a curar, a acolher — agora através da Igreja.

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”
O caminho a seguir não é uma estrada, mas uma pessoa para seguir. Esta pessoa é o próprio Jesus. Ele se define como o caminho e une ao caminho outras duas qualidades pessoais: a verdade e a vida. O caminho é um conceito relativo, isto é, está subordinado para onde conduz. A meta é o encontro com o Pai celeste. A verdade supõe um conteúdo e a ele se refere. O conteúdo da verdade é a vida.

Quando o Estado desregulamenta a exploração aumenta
Alguns anos depois, o Papa Leão XIII manifestou-se em relação à exploração e à violência do capitalismo através da carta Rerum Novarum (15.05.1891). Este documento é considerado uma das fontes ocidental do direito do trabalho, um impulso essencial para a regulamentação estatal dos contratos de trabalho e o início da reflexão social da Igreja.