Artigos dos Bispos
ARTIGOS DOS BISPOS

“Viver é melhor que sonhar!”
Acompanhando Jesus de Nazaré em sua chegada à capital do seu país, reafirmamos nosso sonho de um mundo onde haja lugar e vida plena para todos, que não criminalize os profetas e os sonhadores, que dê primazia aos mais vulneráveis. Em Jesus, o sonho é vivido e testemunhado no dom de si mesmo, sem reservas. Por isso, vive e é imortal.

“Ele era mesmo Filho de Deus”
É missão da Igreja estar ao lado de Cristo crucificado e de todos os crucificados. O triunfo de Cristo não é aquele imperial, mas o humilde e sofrido da cruz. É o que liberta e salva. Jesus entra em Jerusalém não para ocupar a chefia de um exército e de um Estado, mas para oferecer-se como “rei manso e humilde”.

“O Rei que serve: da aclamação à Cruz”
Irmãos e irmãs, entremos nesta Semana Santa como entramos numa terra santa: descalços por dentro, de coração aberto, prontos para nos deixar encontrar por Aquele que desceu ao mais fundo do humano para nos erguer ao mais alto do divino. Que os ramos de hoje não sejam apenas gestos festivos — que sejam a expressão de uma adesão real ao Senhor que vem, que serve, que morre e que ressuscita por amor a cada um de nós.

Caminhar com Jesus
A folha de palma é sinal da vitória do martírio e o ramo de oliveira é símbolo da paz entre o céu e a terra; mas a vitória e a paz parecem viver um constante desafio, frente à violência presente no coração do homem, fruto do pecado. Como comunidade cristã, que celebra a sua fé no Senhor Jesus, devemos nos unir para fortalecer uma cultura da paz, que valorize a vida, a família e a comunidade como espaços de encontro e de fraternidade.

Coleta Nacional da Solidariedade – a caridade quaresmal
Assim, ao participar desse gesto no Domingo de Ramos, os cristãos unem sua oferta ao mistério pascal de Cristo. A partilha torna-se sinal concreto de que a Páscoa já começa a transformar o mundo por meio da caridade, da justiça e da solidariedade.

Você acredita em vida após o nascimento?
Sei que a ressurreição é vista como algo insólito por uma cultura que canoniza o presente, o sensível e o rentável e nega ou considera desprezível tudo o que não cabe nestes estreitos limites. Talvez se possa dizer que, na pós-modernidade liberal, a religião e o monoteísmo não desapareceram, mas foram substituídos pelo “moneyteísmo”.

“Eu sou a Ressurreição e a Vida”
Que este domingo nos prepare para celebrar com fé renovada o grande mistério pascal: Cristo morreu e ressuscitou para que tenhamos vida em abundância!

Um amor que transforma
Que neste tempo sagrado da Quaresma possamos redescobrir o verdadeiro significado do amor, deixando-nos reconciliar com Deus, para amar intensamente os nossos irmãos e irmãs.

Vida
Graças a Cristo ressuscitado, o homem não é um ser para a morte, mas para a vida eterna com ele, já desde agora e no futuro. Pois o nosso Deus não é um Deus de mortos, mas de vivos. Graças a Ele é que a ressurreição e a vida têm a última palavra e não a morte.

Com Maria e José no caminho pascal
Contemplando Maria e José no caminho quaresmal, aprendemos que a Páscoa começa com a disponibilidade de acolher Deus em nossa história. Eles nos ensinam que a fé nasce da escuta, amadurece na confiança e se realiza no serviço humilde ao plano de Deus.

A conversão feita nos pequenos passos de cada dia
O que te fez desistir? A falta de forças ou cedeste ao demônio da preguiça, do comodismo, da indiferença, do egoísmo e do orgulho da autossuficiência, não aceitando a companhia do Senhor Jesus.

Da Escuridão à Luz, da Casa Vazia ao Lar de Deus
Não deixe para a última hora! Procure seu pároco, participe das celebrações penitenciais comunitárias, aproveite os horários de confissão em sua paróquia. A Páscoa se aproxima – prepare seu coração para vivê-la em plenitude!

“Vivei como filhos da luz!”
A cura do cego é convite para deixar-se curar de todas as formas de cegueira, seja pessoal ou comunitária. Jesus veio “para exercer um julgamento, a fim de que os que não veem, vejam, e os que veem se tornem cegos”. Livres das cegueiras podemos orientar a vida com critérios divinos, não pelas aparências, mas pelo que está no coração.

Eu choro pelas meninas e demais cidadãos do Irã!
Não me conformo com o fato de que haja quem, proclamando-se cristão e católico, justifique e aplauda guerras, mesmo as mais nefastas e injustificáveis. Neles a indiferença se globalizou e arruinou a alma. Eles confundem o aplauso e a submissão aos vencedores e à rapina com reverência ao Deus da Vida e defesa dos verdadeiros valores humanos.

Guadalupe rumo aos 500 anos
Outro aspecto decisivo é a opção amorosa de Deus pelos pobres. Maria aparece a Juan Diego, um indígena simples e invisibilizado. Deus começa pelas periferias. Fala a partir da cultura do povo, assumindo seus símbolos e purificando-os à luz do Evangelho. Aqui encontramos uma chave para a evangelização contemporânea: Deus não destrói as culturas, mas as redime desde dentro.

“Que a guerra não me seja indiferente…”
Aceitemos o pedido do Papa, e não disfarcemos nossa indiferença pecaminosa com cínicas discussões teóricas. Toquemos a carne de quem sofre os danos das guerras. Consideremos a verdade das vítimas, olhemos a realidade com os seus olhos e escutemos as suas histórias com o coração aberto. Assim poderemos reconhecer a monstruosidade da guerra, e faremos pouco caso se nos tratam como ingênuos por defendermos a paz.

Água viva
Jesus quer levar-nos, como fez com a Samaritana, a professar a fé nele e depois anunciar e testemunhar aos irmãos a alegria do encontro com ele e as maravilhas que o seu amor realiza na nossa existência. A fé nasce do encontro com Jesus, o Salvador. Quando o Senhor conquista o coração da Samaritana, a sua existência transforma-se e ela vai imediatamente comunicar a boa nova ao seu povo.

Água viva que sacia a sede da alma
O Domingo III da Quaresma, no Ciclo A do Ano Litúrgico, convida os fiéis a uma reflexão profunda sobre a sede espiritual que permeia a existência humana. Neste tempo de preparação para a Páscoa, a Igreja nos apresenta leituras que evocam o tema da água como símbolo de vida, graça e encontro com Deus.

Samaritanos no mundo de hoje
Neste tempo de Quaresma, em preparação para a Páscoa, não podemos esquecer o perdão e a reconciliação. Eles nos remetem à misericórdia do Pai e nos ajudam a recuperar a paz interior e a nossa dignidade de filhos e filhas de Deus. Esta é fundamental para a nossa vida de fé, porque nos leva a olhar os outros com os olhos do amor de Deus.

Todos têm direito a uma tenda/casa
A ascese quaresmal bem vivida ajuda a superar a falta de fé e as resistências em seguir Jesus pelo caminho da cruz e da solidariedade.

A Transfiguração: luz no caminho da Quaresma
Ao longo deste caminho quaresmal, a Transfiguração nos lembra que a cruz não é o fim, mas a passagem. Que a luz não elimina a noite, mas a ilumina por dentro. Que Deus não nos poupa da travessia, mas caminha conosco.

“Moro onde não mora ninguém…”
Voltando a atenção a Santa Cruz do Sul, segundo o último censo, apenas 61% das famílias vivem em moradias próprias e quitadas; recentemente, mais de 800 famílias disputaram 250 casas de um programa habitacional; mais de 30 mil pessoas têm uma renda de até meio salário mínimo. Com essa renda, como poderão adquirir uma casa ou pagar aluguel?

Entre a montanha e a missão: o caminho da vocação e da fé
Hoje quero refletir sobre um tema muito importante que a Igreja nos convida a contemplar neste tempo da Quaresma: o chamado de Deus e a resposta da fé. A Palavra proclamada nos conduz ao coração da experiência vocacional e nos recorda que a vida cristã é feita de confiança, escuta e missão.

“Este é o meu Filho amado… escutai-O” (Mt 17,5)
A experiência do monte não nos aliena do mundo; ao contrário, nos devolve a ele com um coração novo. Quem contempla Cristo transfigurado aprende a reconhecer, mesmo nos rostos marcados pelo sofrimento, a dignidade de filhos e filhas de Deus e a trabalhar para que essa dignidade seja respeitada e promovida.